2017: o ano da cobrança. E do resultado

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Já tivemos retrospectiva, Natal, Reveillón, mas parece que o ano passado ainda não acabou. Parece que sobra na gente um resquício de 2016 que, sim, já se foi, mas nos deixa este rastro de ‘desespero’. E por isso precisamos lutar mais para termos um 2017 sensacional. 

2016 foi um ano polêmico em todos os sentidos. Tivemos, na sua grande maioria, tristes acontecimentos que marcarão nossa história política e econômica do Brasil para sempre. Com certeza a próxima geração lerá muito sobre estes acontecimentos e será cobrada em provas no colégio sobre a balbúrdia que foi esse 2016. 

Mas enfim, devemos virar a página. E lá vem 2017. Começamos o ano como qualquer outro. Muitas promessas pessoais e políticas, mas com uma enorme diferença entre outros anos: a esperança de que realmente o Brasil consiga dar um passo importante para sua história. Queremos o Brasil com uma nova cara. O famoso ‘agora vai!’. Merecemos isso. E é esta a ocasião para de fato pensarmos em realizar bons propósitos. 

Precisaremos acordar todos os dias deste ano, até o último dia de dezembro de 2017, com um mantra de que cultura e hábito precisam andar juntos, e que a corrupção e a esperteza do jeitinho brasileiro tem que ser deixado pra trás categoricamente. Esse, mais do que qualquer outro, será o ano da cobrança, da exigência, da postura inquieta e do inconformismo. Ficar parado? Só ‘cone de trânsito’. 

Assim que os primeiros segundos do ano começaram a rodar no meu relógio, ouvindo os fogos, eu pensei: tomara que 2017 seja mais leve e que tudo se acerte! Ledo engano… Não será um ano mais leve. Será muito mais hard e, quer saber? Melhor assim. Estamos no momento de dar um choque de realidade no Brasil e nos negócios. Precisamos nos cobrar mais para sermos valorizados enquanto profissionais e cidadãos. 

A inteligência intelectual e emocional contarão muito para esse ano e, principalmente, para esse inicio de ano. Como nunca, o planejamento terá que sair do papel e ser executado com precisão. Os gerúndios ficarão fora do nosso dia a dia. Teremos que ter mais ação por si só, executadas, no tempo ‘pretérito mais que perfeito’. 

Nós, enquanto agências de propaganda, somos especialistas em comunicação e em gestão de crises. Somos geradores de resultados e precisamos estar aptos a ouvir claramente quais são os KPI’s dos nossos clientes. Fazermos deles o nosso principal objetivo. Tenho fé que será o ano do poder para as agências. Os consumidores estão carentes e extremamente exigentes, precisamos chegar até eles com maturidade e assertividade. E quem souber vender suas ideias e souber a melhor forma de negociar terá sucesso e, consequentemente, trará ao anunciante o resultado.

Não poderemos desperdiçar tempo por aí. Me lembrei de uma teoria que ouvi num curso da Hyper Island chamada ‘Teoria do 1%’. Adaptando à nossa realidade, nada mais é do que: entender e estudar tudo o que fazemos para agência, cliente e nós mesmos e tentarmos melhorar em 1% todos os aspectos que sejam. 

Pense comigo. Se um recordista mundial de ciclismo, que faz o seu melhor tempo há anos e não consegue mais baixar esse recorde, aplicar essa teoria: diminuir em 1% o peso do pedal da bike, do capacete, do guidão, do quadro, etc. A bicicleta ficará mais leve e poderá leva-lo a um novo recorde. Agora experimente isso no seu dia a dia. Entenda o que você pode melhorar em apensas 1% para cada item, cada ação executada. Na soma você notará que fará uma grande diferença. 

Vamos usar tudo o que aprendemos e sofremos em 2016 para fazer com que 2017 seja um ano diferente e marcante. Se você não fizer pelo seu trabalho, faça por você. Você tem bagagem? Com certeza tem de sobra. Diante do que vivemos dentro de nossos escritórios ‘super modernos’ e ‘originais’, existe muito learning a ser aplicado. Somente os desprovidos de atenção não conseguiram aprender com o que passamos neste último ano. 

Podemos ganhar dinheiro, fechar novos negócios, ganhar novos clientes, conquistar maiores e melhores espaços na mente dos consumidores. Só depende de nós. De você. 

Assim como muitos políticos tomaram posse no primeiro dia útil do ano, vamos nós tomarmos posse de tudo e colocar 2017 para andar do nosso jeito. O jeito que vai funcionar! 

Nem todo mundo vai trilhar esse caminho, e até aí tudo bem. Eu quero o meu espaço e irei atrás dele juntamente com quem estiver comigo. Confie e faça. 

Que venha 2017. 

*Eduardo Megale é diretor geral de atendimento da Artplan em São Paulo

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