Adsjacking – roubando a atenção de peças publicitárias

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	Adsjacking &ndash; roubando a aten&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as publicit&aacute;rias (Reprodu&ccedil;&atilde;o)</p>

Recentemente, uma peça da fundação Barncancer de luta contra o câncer ganhou destaque na Internet por parodiar outra, feita há alguns meses por uma marca de produtos capilares no metrô de Estocolmo, mas você já parou pra pensar em como esse tipo de "carona" em ações publicitárias vem se desenvolvendo?

Já há bastante tempo temos falado sobre (e trabalhado com) Newsjacking aqui na iris. Para os não familiarizados com o termo, ele se refere, basicamente, à prática de marcas "roubarem a atenção" de notícias, produzindo conteúdos relacionados a elas, de forma rápida e criativa. Um modo relevante e, relativamente, mais barato de se destacar (afinal, estamos falando sobre entrar em conversas que já estão na "boca do povo", não algo a ser construído do zero). Este caso da Barncancer certamente se encaixa nisso, mas o interessante é que, aqui, a "notícia-trampolim" já é uma peça publicitária – que por ter feito grande sucesso virou uma boa pauta para se apoiar. "Adsjacking", talvez?

O fato é que as paródias de propagandas virais (principalmente vídeos) estão  cada vez mais comuns, de forma bem produzida e com a mesma combinação de humor e alta velocidade do Newsjacking. Característica de uma geração totalmente habituada à cultura de remixes e memes da Internet.

Quer ver?

Em 2012 o megasucesso Dumb Ways to Die,(hoje com quase 90 milhões de views) abriu alas para uma série de vídeos usando exatamente a mesma estética. Entre eles Cool Things to Find, da produtora Cinesaurus (4 milhões de views), Dumb Ways to Die in Rio, do canal The Lorens  (2 milhões de views) e Dumb Ways to Die in GTA V, do canal BrySi (3 milhões de views).

Em 2013, outro caso emblemático: a Volvo chamou a atenção com esta performance épica, protagonizada por Van Damme (hoje com 75 milhões de views) e, na sequência, dois estúdios lançaram versões muito bem sucedidas. O Artjail zoando o prefeito de Toronto conseguiu quase 3 milhões de views e o Delov Digital, com um Chuck Norris em aviões hoje está com 23 milhões de views.

Deste ano, lembro ao menos de dois outros casos:

* A Budweiser conseguiu 800 mil views com este vídeo na carona do "World’s Toughest Job" (quase 22 milhões de views) da loja de cartões comemorativos Cardstore.

* O polêmico vídeo "First Kiss" da marca de roupas Wren (quase 92 milhões de views), gerou esta paródia de mais de 1 milhão de views para a Vice, esta de quase de 7 milhões para o canal Pim’s Girl e esta de mais de 9 milhões de views para o canal Uptomyknees.

Claro que hoje, praticamente nada fica sem resposta na web, mas acredito que estes casos merecem uma atenção à parte, por sua dimensão e por não serem, necessariamente, feitos por grandes marcas. Uma "conversa" diferente das antigas guerras de comerciais de refrigerantes ou montadoras automotivas.

E aí, qual sua opinião? Virar alvo de "Adsjacking" é sonho ou pesadelo?

E quando a atenção à peça se torna maior que à dada à própria marca ou produto da qual fala, vale a pena?

Artigo encaminhado por Flávio Particelli, coordenador de inovação, iris São Paulo.

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