Hora de acordar!

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Tenho participado de vários eventos do mercado de ad tech e fico impressionado com o fato de que a maioria das palestras aborda assuntos bastante ultrapassados. Cookies, desktop e mídia programática são tratados como grandes novidades do mercado.

Quem não sabe que, hoje em dia, o tempo despendido no mobile já ultrapassou o tempo gasto em qualquer outra mídia? Onde estão todos para não saber que o tempo gasto em aplicativos ultrapassou a navegação em sites?

Infelizmente, os investimentos em publicidade mobile não acompanham o crescimento do tempo gasto em dispositivos móveis no Brasil. Enquanto o valor de investimento recomendado varia entre 12% e 20%, no Brasil cerca de 3% é investido, apenas. Por aqui, ainda se fala muito em SMS marketing e banners em mobile sites.

Outro ponto polêmico são os dispositivos que a maioria dos profissionais de publicidade e propaganda utiliza. A maioria continua utilizando iPhones enquanto 91,8% dos smartphones em território nacional são Android.

O mobile está sempre conosco, em todos os momentos. É inegável que o smartphone é o dispositivo mais pessoal que temos. E ele também é o mais poderoso, por contar com diversos sensores.

De acordo com uma pesquisa da Internet Retailer, 75% dos consumidores utilizam o smartphone dentro das lojas físicas. Se focarmos no panorama do varejo brasileiro, a situação é ainda mais favorável para o varejo físico. De acordo com o 33° Relatório Webshoppers, o e-commerce foi responsável por apenas 3,3% das vendas do varejo nacional. Com cerca de 96,7% das compras acontecendo no mundo físico, continuamos falando sobre cookies ao invés de falarmos em geolocalização, o cookie do mundo físico.

A geolocalização compreende o comportamento do consumidor antes, durante e depois da concretização da compra. A tecnologia de geolocalização também permite que os anunciantes façam a mensuração do número de consumidores que visitaram o ponto de venda após interagirem com um anúncio mobile. Além disso, a geolocalização também é uma ótima fonte de dados sobre os hábitos de consumo do público-alvo, servindo como uma ferramenta eficaz na tomada de decisões.

Contudo, o uso da geolocalização em campanhas mobile nas ad exchanges continua sofrendo com atividades fraudulentas. Um estudo da Applift com a Forensiq revelou que 33% das impressões em campanhas mobile oriundas de mídia programática eram, possivelmente, fraudulentas. Mas sempre há esperança: quem está acordado sempre grita para salvar os que ainda dormem.

André Ferraz é CEO da In Loco Media, detentora da tecnologia de geolocalização indoor exclusiva

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