Inovação em Mídia

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	Inova&ccedil;&atilde;o em M&iacute;dia <em>(Reprodu&ccedil;&atilde;o)</em></p>

O tema inovação é bastante complexo. Fala-se muito em inovação nas organizações, mas o que é de fato inovação?  Inovação é explorar novas ideias e obter resultados positivos. Para as empresas, nos dias atuais, isso significa acesso a novos mercados consumidores, aumento de faturamento e mais lucratividade. O Brasil, porém, ocupa ainda o 58º lugar no Índice de Inovação Global. No ranking, que leva em consideração 84 indicadores ligados à qualidade das instituições, capital humano, pesquisa, infraestrutura, produtos criativos, entre outros quesitos, nosso País atingiu, numa escala de 0 a 100, a média de apenas 36,6 pontos.

Para que uma melhoria seja considerada de fato inovação, precisa causar um impacto significativo ao mercado consumidor. Por essa razão é fundamental perceber e alinhar as iniciativas de inovação à estratégia do negócio. Dominar essa tendência é imprescindível e irreversível. Ignorar a inovação é andar para trás no caminho da lucratividade.

Quando se fala em inovação em mídia, significa dizer que, com a enxurrada de formatos de comunicação que a sociedade vive hoje, para falar com o seu público-alvo, as áreas de marketing das empresas precisam encontrar caminhos inovadores e impactantes. Isso fará com que as organizações tenham mais facilidade de acesso a novos mercados para fortalecer sua vantagem competitiva. 

Existem tipos de inovações que podem se relacionar a novos mercados e também novos modelos de negócio. Ações de marketing dirigido alinhadas à estratégia da empresa representam uma mudança cultural e radical, estimulando a criatividade e o desejo de compra dos consumidores. Para passar com sucesso pelos desafios do mercado atual e atingir a expansão dos negócios e sua lucratividade, é preciso repensar as formas de comunicação. Nesse caso, o conhecimento e a inovação funcionam como fortes aliados. Com a sua adoção, o ambiente fica mais aberto e dinâmico, as pessoas percebem o valor da mudança e a empresa pode colher frutos saudáveis de estar à frente do mercado.

A forma com que um produto ou serviço é oferecido ao mercado faz toda a diferença. Nesse caso, a inovação não está relacionada aos processos de produção ou ao produto diretamente, mas na maneira como esse bem é levado ao público-alvo.

O grande propulsor da inovação é a concorrência. Empresas que inovam se destacam em vantagem competitiva em relação aos concorrentes, por isso, inovar é essencial para a sustentabilidade das empresas, no momento atual e no futuro. A competitividade mercadológica faz com que busquemos novas formas de desempenho. Também permite que o consumidor possa acessar e escolher produtos, marcas, promoções e preços.

Morto o marketing de massa, de Kotler, a segmentação é o principal investimento para anunciantes quando se trata de inovação em mídia. Uma grande ideia surgiu no ano passado, com a publicidade nos cupons de recarga de celulares pré-pagos, de uma das maiores empresas de recarga do Brasil. De uma hora para outra, esse tipo de mídia atingiu 40 milhões de consumidores únicos em um mês.

A propaganda nos cupons de recarga de telefones celulares pré-pagos, de todas as operadoras, surge com a missão de transmitir informações relevantes para milhões de consumidores e cidadãos das classes emergentes, de maneira rápida e direta. Para recarregar seu celular pré-pago, o usuário tem que comprar créditos em algum dos milhares PDVs espalhados pelo País, cadastrar o código no seu celular, segurando o cupom. Enquanto executa o procedimento, lê a mensagem do anunciante impressa no cupom, logo acima do código de recarga, sem concorrência ou dispersão, com uma imagem em branco e preto, de 5 x 2,5 cm, e texto de até 150 caracteres.

A segmentação pode ser feita por período, por estado, por região, por tipo de estabelecimento, por operadora. No futuro poderá ser definida por horário ou por valor de recarga.

Só para se ter uma ideia, existem 210,7 milhões de celulares pré-pagos no Brasil e o crescimento anual é de 8,4%. Cerca de 35% desses usuários adoram promoções por meio do celular e 78% estão sempre atentos aos descontos oferecidos. Esse público vai a shows de música (gratuitos e ao ar livre), gosta de se reunir com amigos, cozinhar, sair para dançar, ir ao shopping center, tirar fotos e se divertir.

O ponto de venda também exerce grande influência no processo decisório da compra. Os 165 mil postos de recarga espalhados em lojas, supermercados, lotéricas e bancas de jornais causam impacto direto em locais próximos ao ponto de venda dos produtos anunciados no cupom.

Essa inovação em mídia funciona como meio complementar à execução das campanhas publicitárias, além de ser um elemento massificador de ações promocionais. Esse formato inovador se utiliza de estabelecimentos de vendas e momentos propícios ao consumo. Surge como um novo caminho para ajudar anunciantes a se comunicarem com a classe emergente, de forma direta e eficiente. Você vai ficar de fora dessa?

Por Fábio Rodrigues, CEO da Mídia & Cupom, formado em administração pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Marketing and Services pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) 

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