Inteligência artificial e a evolução dos Chatbots

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Acredito que você em algum momento da sua vida já tenha ouviu falar sobre inteligência artificial, mesmo que em filmes de ficção, como o famoso Jarvis do Homem de Ferro.

Conhecida também como computação cognitiva, a tecnologia busca viabilizar que computadores pensem e sejam capazes de processar informações, aprendendo com elas de forma muito semelhante à do cérebro humano, podendo interagir conosco através de interfaces visuais e também por voz.

Atualmente e na vida real, Mark Zuckerberg já possui um assistente em sua casa que consegue controlar as luzes, ajustar a temperatura, reproduzir músicas e gerenciar as câmeras de segurança. O assistente ainda aprende com a rotina dos seus moradores e, com isso, consegue aprender as preferências de cada um e se ajustar de acordo com seu gosto.

Mas a tecnologia não é tão nova assim. Em 2011, o sistema Watson da IBM, ganhou com grande vantagem dos americanos Ken Jennings e Brad Rutter, dois conhecidos vencedores do programa de TV, em um jogo de perguntas e respostas. Sinal do potencial e dos avanços obtidos desde então é que em Setembro deste ano, as gigantes Microsoft, Amazon, Google, Facebook e IBM se uniram e criaram uma organização sem fins lucrativos que terá como meta conduzir e publicar pesquisas sobre inteligência artificial.

O modelo de automação de SAC por telefone também está mudando. Você já deve conhecer o modelo tradicional, que te oferece diversas opções para digitar 1 para isso, digitar 2 para aquilo, quando na verdade você só quer falar com alguém que resolva o seu problema o mais rápido possível. Pois bem, o Bradesco já faz isso! Utilizando o Watson, a interface interage com o usuário entendendo sua necessidade e direcionado para o lugar correto. Esse modelo deve se expandir rapidamente para muitos outros SACs, facilitando e muito a vida dos consumidores na hora de resolver seus problemas ou tirar dúvidas com a marca.

Chatbots também estão em alta na automação de SAC por texto e até mesmo na venda de produtos e serviços. O primeiro case de serviços em operação no Brasil já é um sucesso. Utilizando a interface do Facebook Messenger, a Motoboy.com, primeira empresa brasileira à utilizar esta tecnologia no segmento de serviços, conecta consumidores com motoboys da plataforma, permitindo a contratação de um frete trocando mensagens com o bot. O banco Original, também pioneiro em seu segmento, já tem seu bot que permite aos usuários obterem informações sobre cartões de crédito, abertura de conta, investimento entre outras.

Esta novidade já chegou em nosso mercado publicitário. Diversas ações estão sendo criadas e surgem com o potencial de interagir com um número de usuários humanamente inviável de se operacionalizar, de forma inovadora, divertida e até mesmo intrigante neste primeiro momento. Um exemplo é a ação da Netflix para o seriado 3% (veja aqui).

Os dispositivos Google Home, Amazon Echo e aplicativos como o Google Allo, entre uma infinidade de outros dispositivos que irão surgir daqui pra frente, são verdadeiros assistentes pessoais e devem evoluir rapidamente neste sentido, integrando cada vez mais nossos devices, organizando nossas vidas e tornando nossa casa cada vez mais inteligente e autônoma para as tarefas rotineiras, aprendendo com nossos hábitos e também possibilitando ações remotas. 

A esta altura do campeonato você deve estar com algumas perguntas na cabeça, como:

Onde isso vai parar ou até que ponto a mente humana está preparada para lidar com uma inteligência com capacidade de aprendizado e lógica superior à nossa?

Quem assistiu ao episódio Be Right Back, o 1º da 2ª temporada da série Black Mirror, sabe do que eu estou falando. Inacreditável, mas esse projeto já existe na vida real! Sim, a engenheira russa Eugenia Kuyda conseguiu carregar a consciência digital do seu melhor amigo romano Mazurenko em uma interface para troca de mensagens de texto, possibilitando “conversar com ele” mesmo após a morte. Assustador, não? Confira a história completa clicando aqui.  

Tudo isso representa apenas alguns dos últimos acontecimentos sobre a evolução da inteligência artificial e da computação cognitiva, que já fazem parte das nossas vidas e estarão cada vez mais presentes. O que está por vir ou onde isso vai chegar, não posso garantir, mas com a participação das grandes marcas, certamente daqui para frente a evolução será exponencial. Vamos aguardar o que vem de bom!

Artigo de Rafael Theodoro, Head Digital da Rae,MP

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