O futuro e os segredos de liquidificador da comunicação

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O tempo é agora, o tempo não para. E hoje em dia está cada dia mais desafiador chamar e conquistar a atenção da audiência. Quanto mais a tecnologia avança, mais variadas são as fontes e ofertas de conteúdo, e maior a dispersão da audiência. Público, pessoas...

Para que mentir, fingir que perdoou? Nós não perdoamos nada, estamos todos com medo. Na verdade, não perdoamos a internet por ter chegado para mudar a dinâmica de mídia das TVs. Temos medo de como podemos manter nosso impacto, nossos números, medo de não continuar usando as mesmas fórmulas com os mesmos resultados. Estamos tentando ficar amigos sem rancor, mas existe uma força, uma certa inércia que tende a não nos deixar mudar e experimentar novas fórmulas com convicção e volume de investimento.

Será que a emoção acabou? Será que, agora, nós profissionais de mídia vamos nos segurar nas mídias programáticas, com focos específicos e comprovações exatas de entrega? Desta forma, como uma marca vai crescer em relevância perante este consumidor tão exigente e disperso?

Que coincidência é o amor. Amor entre o produtor de conteúdo, os canais de comunicação, as frentes digitais, o mobile, será? A publicidade tradicional lutando para não ser a nossa música que nunca mais tocou com medo de cair no mais temeroso, aquele silêncio que grita e incomoda.

Sim, para que usar de tanta educação... estudar a audiência, o consumidor em suas totalidades e nichos. Estudar o que talvez queiram, pois nem eles sabem….

Para destilar terceiras intenções, conseguir comunicar sem ser desperdiçando o meu mel. Não só a mensagem, mas também a forma como ela reverbera, se fixa e gera afinidade. Devagarinho, flor em flor, não é sempre que os resultados vêm em uma primeira tentativa de mudança... temos que aprender com as tentativas e erros para evoluir com conteúdos que agreguem valor e comuniquem mensagens consistentes e adequadas aos posicionamentos de marca, gerando relevância e venda.

Sim, temos que achar uma maneira de sermos todos amigos: marcas, meios, mensagens, tecnologia…. Entre os meus inimigos, beija-flor. É um levando o pólen para o outro... uma forma de multiplicar as flores e os frutos...combinar o know-how do publicitário, acostumado a criar e comunicar efetivamente em 30 segundos, com os profissionais de TV que constroem histórias que podem durar meses para serem contadas, com a frente de tecnologia que leva conteúdo em formas, lugares e situações onde o conteúdo sozinho jamais chegaria. Qual o melhor formato? Como atrair o público em todas as plataformas, como agregar valor com um “product placement” em vez de gerar estranheza?

Eu protegi teu nome por amor em um codinome, beija-flor. Vamos juntos cuidar da marca, fazer um trabalho conjunto porque não é só a somatória de todos os nossos esforços que trará resultado? Não responda nunca, meu amor, apenas observe, redefina e aprenda, mas aprenda rápido! Para qualquer um na rua, beija-flor. Tentaremos compartilhar, escutar, observar o que já foi feito e entender razões de sucesso ou insucesso. Traçar um racional de aprendizado e o que pode nos fazer crescer e nos conectar.

Que só eu que podia. Que nada. Sozinho, ninguém vai mais fazer acontecer. O profissional de comunicação, hoje, trabalha tanto em agência, quanto em empresa, telco, empresa de tecnologia, de social, novas mídias... foi-se o tempo em que as oportunidades para estes profissionais eram específicas. Sou de um tempo em que cinema era chanchada e Rádio e TV não existia. Fiz publicidade porque era a forma de fazer TV sem ser jornalista. Hoje em dia são tantas opções.... Se me contassem há 25 anos eu não acreditaria.

Dentro da tua orelha fria só ficarão gravadas mensagens bem feitas e bem específicas... a mensagem certa no momento certo para o consumidor certo.... e o Big Data agora está aí para nos ajudar, mas dados sozinhos não são nada.

Dizer segredos de liquidificador é a alternativa certeira, combinando os ingredientes todos: o conteúdo que conta história, a marca que a faz real e tangível, a tecnologia que entrega em diferentes frentes atendendo a telas de consumo individual ou coletivo, tendo dez centímetros ou 60 polegadas. E ainda, na hora que está no ar ou na hora que o consumidor quiser!

Você sonhava acordada, mas agora é realidade! O conteúdo relevante vai ter que chegar onde e quando o consumidor quiser. Um jeito de não sentir dor é entender que o mundo mudou e muda a cada dia e que para sobrevivermos precisamos nos adaptar a ele para não entrar em extinção. Prendia o choro e aguava o bom do amor, da mudança, de novos desafios, de novos rumos, de sucesso.

Um viva para o liquidificador do nosso querido Cazuza, do que podemos e devemos aprender uns com os outros para continuarmos a ter relevância e efetividade em nossas mensagens.

Adriana Alcântara é Vice Presidente Marketing & Produção LATAM

 

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