Reações em comentários: o que muda para as marcas?

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Caso você tenha entrado no Facebook nos últimos dias, provavelmente percebeu que ocorreu uma “pequena” atualização na plataforma: as reactions estão disponíveis não mais apenas em publicações e no Messenger, mas também em comentários. E, acredite, isso é uma mudança e tanto.

Caso você não tenha entrado no Facebook nos últimos dias, é assim que essa mudança é:

Com essa novidade, há novamente uma alteração brusca na maneira como as marcas enxergam as interações dos usuários no Facebook.

Não precisamos voltar muito no tempo para lembrar do começo da implementação das reactions, ainda só em publicações, e da mudança para os profissionais de monitoramento que isso gerou. A expansão dessa funcionalidade para outras partes do Facebook era apenas uma questão de aceitação do público e, claro, tempo.

E digo mais: gostaria que não parasse por aí, mas trouxesse para o WhatsApp também, assim como foi com o Messenger.

Mas, afinal, o que isso representa, quando falamos de dados?

Pense que a introdução das reações nos comentários pode mudar o dia a dia dos profissionais de monitoramento. Explico meu ponto:

Há a possibilidade de termos menos comentários sendo feitos no Facebook, afinal, basta reagir com um “Amei” ou “Haha” para se “responder” alguém. Mas, paralelamente, acredito que haja a possibilidade de termos mais reações ocorrendo do que há atualmente de comentários, justamente pela facilidade em apenas usar as reactions.

E na prática?

Dito isso, acredito que a análise dos dados mudará. Ao mesmo tempo em que ganhamos facilidade e agilidade em analisar engajamento, essa análise tende a ser superficial, afinal, embasamo-nos em seis reações padrões que o Facebook oferece, que abrem uma série de possíveis interpretações.

Assim, continua sendo necessária a atenção aos dados e a interpretação deles, para evitarmos análises equivocadas.

Por fim, o Facebook sempre tem muita cautela e testa de maneira exaustiva as novidades a serem implementadas. Então, se essa mudança ocorreu, acredito que venha para a boa experiência do usuário final, que sempre foi o grande foco da rede. E, para nós do mercado, resta adaptarmo-nos a uma mudança que, no fim das contas, poderá ser boa para nós também.

Fábio Prado Lima é diretor da AdResults e professor do Face Ads Descomplicado

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