Televisão: a fênix que ressurge da web

Fire

Duas recentes notícias me chamaram a atenção nesta semana. A primeira é de que a Netflix está comemorando 20 anos de existência. Para quem não sabe, ela começou alugando DVDs físicos e logo depois, partiu para o VOD – Video On Demand.

Depois deste curto tempo de vida, a Netflix se tornou mundial, atuando inclusive no Brasil desde 2011. Hoje ela está em mais de 190 países, atingindo perto de 100 milhões de assinantes. Recentemente, a empresa observou que haveria necessidade de produzir também seus próprios programas, demonstrando que o futuro deste negócio é enorme. Não sem querer, a Disney informou neste mês, que sairá da plataforma Netflix para criar sua própria plataforma VOD.

A outra notícia refere-se a Hulu, plataforma idêntica a Netflix e que pertence ao grupo News Corporation, do media mogul Rupert Murdoch. Eles anunciaram que passarão também a operar por streaming ao vivo, o que era óbvio. Desta maneira, fora os filmes e seriados por VOD, agora tem também o acesso o “ao vivo”, chamado de Hulu Whit Live TV, que permite assistir a mais de 50 canais, incluindo ABC, CBS, Fox, NBC, ESPN, CNN, entre outras. Ou seja, as “Globos” da América perceberam que o futuro não é operar localmente e por ondas magnéticas, mas sim globalmente e por Internet.

Mas este jogo nem começou. A Amazon que também lançou no Brasil um sistema VOD, idêntico ao da Netflix, está preparando o lançamento nos EUA do Amazon Prime Video, em conjunto com a Apple TV, que vai viabilizar seus vídeos com a tecnologia 4K. Uau!

As grandes aliadas das emissoras de TV por VOD e streaming são os aparelhos de TV chamados de Smartv. Eles já incluem acesso as redes Wi Fi, viabilizando facilmente a conexão. Estes aparelhos, todos com tecnologia 4K, inserem, assim que ligados, uma interface com diversos APPs de conteúdo. Tudo isso, aliado ao evidente avanço da Banda Larga, cada vez mais rápida e mais barata, nos faz imaginar o que vem por aí.

“Enfim, como podemos perceber, será muito difícil mesmo definir o computador da TV e a TV do computador. Eles estão se fundindo, unindo funções de ambos. A conclusão desta história toda é que a televisão está se tornando um computador. Daqui a pouco, a televisão tradicional sumirá do nosso dia-a-dia”. Esta análise está no capítulo sobre TV do meu livro “Atração Global”, de 1998.

Gosto desta minha frase: “Se você acha que está entendendo tudo, não está entendendo nada”.

Toninho Rosa, presidente da Dainet e do conselho da ABEMD

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