Tendências em game advertising para 2017

game

A maioria dos jogos mobile disponíveis no mercado são free-to-play, ou seja, gratuitos para baixar e com compras dentro do aplicativo. Segundo uma pesquisa da Swrve, 48% de toda a receita gerada por jogos mobile provêm de apenas 0,19% dos jogadores e com o intuito de monetizar o restante da base (99,80% dos usuários) as desenvolvedoras de games mobile passaram a comercializar formatos publicitários dentro dos jogos.

Se você veiculou alguma campanha em jogos mobile durante 2016, provavelmente escolheu o formato de Interstitial ou rewarded video, certo?

De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela deltaDNA, o interstitial é o formato mais utilizado dentro de jogos mobile (67%). Vídeos incentivados aparecem em segundo lugar na pesquisa com 56%. O banner está sendo cada vez menos utilizado, principalmente por causa do tamanho reduzido que não expõe tão claramente a marca ou o produto, mas, apesar disso, o formato está em terceiro lugar com 39%.

A predileção por estes formatos se deve, principalmente, ao fato de que é mais fácil adaptar uma peça de desktop do que criar para o mobile.  E, geralmente, quando adaptamos peças de desktop para uma versão menor que será vista em smartphones (o famoso método “aperta-pra-caber”), os resultados da campanha não são satisfatórios.

Sim, nós entendemos que um filme da TV de 30 segundos pode ser reutilizado como rewardedvideo nos jogos mobile e sabemos que assistir 30 segundos de um bom comercial não vai matar ninguém de tédio, muito pelo contrário, os usuários vão assistir ao vídeo até o final para ganhar as recompensas, mas a mensagem que é transmitida em 30 segundos poderia ser otimizada para 15 segundos, certo? Esse cuidado para não ser uma marca invasiva gera muita empatia nos usuários, e, além disso, vídeos curtos, normalmente, apresentam uma performance melhor, visto que, captam a atenção dos consumidores de forma rápida.

Essa questão de ‘adaptar’ é um problema que pode ser encontrado em toda a cadeia publicitária e quem trabalha no mercado sabe que as ideias mais inovadoras muitas vezes não chegam a sair do papel: alguns podem achar a ideia arriscada demais, ou o timing está curto ou o budget não é suficiente, etc. É por isso que formatos diferenciados e pensados exclusivamente para mobile devem ser considerados desde o início do planejamento de uma campanha até o momento de compra de mídia, para atingir assim, os melhores resultados.

Segundo a pesquisa citada anteriormente, formatos nativos estão em quarto lugar na escala de anúncios mais comercializados em jogos mobile, com apenas 17%. Mas esta situação deve mudar rapidamente, e em 2017, a tendência é que anúncios nativos sejam os queridinhos da publicidade mobile, afinal, eles geram uma reação positiva no consumidor, agregam valor à marca e o engajamento é bem maior. Os investimentos em publicidade digital estão em ascensão, e nenhum formato está crescendo mais rapidamente do que a publicidade nativa. De acordo com um estudo feito pela Adyoulike, os gastos mundiais com native ads serão maiores que US$ 59 bilhões em 2018.

Recentemente, a Gameloft veiculou uma campanha de rewarded video para o SBT em que o apresentador Danilo Gentili conversava diretamente com o público da Gameloft. O resultado foi impressionante: 87% de completed views - pessoas que assistiram ao vídeo até o final. Isso nos prova que quanto mais nativa for a publicidade, melhor será o resultado.

Os anúncios nativos podem ser encontrados em muitas formas, tudo depende do veículo e da campanha, mas normalmente estão atrelados à estratégia de marketing de conteúdo e compartilham os objetivos de não se parecer com um anúncio, não ser invasivo, ser interativo e criar engajamento entre o consumidor e a marca.

A ideia de criar experiências utilizando tudo que está disponível no smartphone torna a publicidade mais interativa e nativa. Sua campanha mobile pode usar a câmera, o speaker, informações de geo localização, temperatura, vibração, touch, wi-fi, acelerômetro, entre tantas outras funcionalidades do celular. Os jogos mobile já utilizam muitos destes recursos para que a experiência do usuário seja a mais imersiva possível e as desenvolvedoras aplicam este conceito nos formatos nativos que comercializam. É por isso que os native ads dentro dos jogos são tão eficazes – normalmente o resultado de engajamento é 20x maior do que formatos de mídia tradicionais.

As agências, as marcas, as desenvolvedoras mobile - sejam desenvolvedoras de jogos ou de aplicativos - que disponibilizam o inventário para a publicidade e todos os profissionais envolvidos na criação de uma campanha, precisam entender que estamos vivendo na era do on-demand, ou seja, o usuário quer decidir tudo: qual programa ou série assistir, em qual momento do dia e até mesmo quando ou se ele quer ver publicidade de uma determinada marca.

Na era mobile o usuário interage com a marca quando ele quer e em 2017 temos que parar de decidir pelo consumidor qual é o melhor momento de interação com a marca. Temos que entender a importância dos native ads, desenvolver mais formatos e peças nativas e aprender a fornecer um conteúdo valioso, respeitando a experiência do usuário para não ser uma marca invasiva. Em 2017 temos que estar prontos para interagir com usuário no momento que ele decidir que quer ser impactado.

Artigo encaminhado por Felipe Sartori, Country Manager da Gameloft Brasil

Deixe seu comentário: