Abertura do Meeting 2015 mostra caminho para empresas enfrentarem a crise

Após as boas-vindas do mestre de cerimônias André Heller, ex-jogador de Vôlei da Seleção Brasileira e do Chairman da Consulting House, Fernando Nogueira, teve início o Meeting 2015 da Consulting House, que acontece nesse final de semana no Sofitel Jequitimar no Guarujá, litoral de São Paulo.

A introdução ao tema do encontro – Governança Sustentável – foi realizada pelo consultor e professor da fundação Dom Cabral, José Lopes Agulhô Júnior, que destacou a importância do compartilhamento de ideias de lideranças uma vez que, segundo ele, 93% dos construtores de conhecimento estão vivos e apenas 7% já morreram.

Na sequência, o ex-secretário de política econômica, José Roberto Mendonça de Barros, o economista Paulo Rabello de Castro, e o ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, debateram o tema "O Cenário Político-Econômico Brasileiro" durante cerca de uma hora. Mediados pelo jornalista de Política, Fernando Rodrigues, eles abordaram diversas questões da economia e da política brasileira, das perspectivas econômicas para os próximos anos e ainda de como as empresas devem agir para enfrentar e superar a crise.

Entre as dicas destinadas aos executivos e empresários presentes, destacaram-se a busca por melhores práticas; o foco em redução de custos, inovação e novos nichos; a atenção à desvalorização do Real e as oportunidades de exportação, inclusive com abertura de novos mercados; o cuidado com a dependência de financiamentos públicos e maus créditos; a necessidade de antecipação de riscos e a importância de se ter uma equipe enxuta e alinhada, bem como a reavaliação de parcerias, com possibilidades de verticalização e terceirização.

Mesmo destacando a complexidade da crise macroeconômica que atinge a maior parte dos setores do País e seus inúmeros aspectos relacionados a ela – da corrupção aos gastos públicos; da fragilidade do Governo à necessidade urgente das reformas política, tributária e previdenciária – os palestrantes concordaram que uma das vantagens do atual cenário e que o Brasil ainda não apresenta escassez de dólares e que seu mercado interno continua sendo um grande ativo.

Para eles, as oportunidades ainda existem, a economia deverá voltar a crescer a partir de 2018 e até lá é preciso uma governança transparente com os investidores para que se siga navegando, pois como citou Barral: "O Brasil é um transatlântico, não é um bote".

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