Os desafios das lideranças empresarias em tempos de disrupção

Consulting

Como devem se comportar os líderes empresarias para obter comprometimento e, com isso, ampliar a produtividade de seus colaboradores em um mundo cada vez mais complexo e desafiador? Que perfil de profissionais as empresas devem buscar para obter os resultados que necessitam? Quais características devem ser mais valorizadas?

Nem o frio e a chuva do fim de setembro foram um empecilho para que mais de 700 convidados, entre diretores, vice-presidentes, presidentes e conselheiros das maiores empresas do Brasil lotassem o grandioso Sofitel Jequitimar, no Guarujá, para conhecer e discutir esses e outros desafios da gestão empresarial nesses tempos de disrupção.

Com números superlativos – além dos 700 convidados, foram 25 painéis e 21 palestrantes – o Meeting 2016 “Liderando em tempos de disrupção”, organizado pela Consulting House, a maior empresa de relacionamento corporativo da América Latina, deixou claro que as estratégias empresarias bem-sucedidas neste início de século passam pela preparação das lideranças para o enfrentamento dos temas colocados pelo contexto social.

As estratégias empresarias bem-sucedidas neste início de século passam pela preparação das lideranças.

O evento foi marcado, em linhas gerais, pela discussão da necessidade de que as empresas tenham causas e propósitos. Para isso, as lideranças devem ter a compreensão de que é preciso ser generoso e saber criar elos emocionais com a equipe.

Mas como fazer isso em meio a uma das maiores crises já enfrentadas pelo Brasil? “Tudo fazia resultado. Negócio que ia bem fazia resultado, negócio que ia mal fazia resultado”, brincou Pedro Mendelli professor da Fundação Dom Cabral e um dos maiores especialistas e consultores na área da performance organizacional do Brasil, durante a palestra de abertura do meeting. “De repente você dorme e acorda em um país de crescimento negativo. Como eu posso criar uma cultura de alta performance em um ambiente que tem tal nível de oscilação?”, questiona.

O mundo organizacional está próximo de um novo momento de ruptura, que exigirá bastante dos profissionais e dos gestores organizacionais.

Na opinião de Mandelli, o mundo organizacional está próximo de um novo momento de ruptura, que exigirá bastante dos profissionais e dos gestores organizacionais.

Para o professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral especializado em Liderança e Gestão de Pessoas Eugênio Mussak, que também é médico, a solução para os desafios é uma tarefa que deve ser enfrentada no longo prazo. “Todas as empresas vão enfrentar declínios. A diferença entre uma empresa e outra não está em se ela irá entrar em declínio ou não, mas no que ela faz quando entra em declínio”, disse Mussak, também ao longo da palestra magna.

O palestrante, que também é médico, traça um paralelo com a saúde humana para descrever a maneira com que, em sua opinião, as lideranças devem conduzir as organizações. “Além de observar a performance das empresas, é necessário cuidar da saúde delas. E a saúde é muito mais complexa, pois envolve clima organizacional, desenvolvimento de pessoas, desenvolvimento de novas lideranças, parcerias produtivas, inovação, índice de inovação etc. Quando o indicador financeiro está bom, nós nos cegamos para esses outros indicadores. Mas essa é uma dualidade com a qual os executivos têm de conviver. A performance é o curto prazo. A saúde, longo”, concluiu.

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