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Adobe sai do virtual e mostra quem tem transformado a realidade

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JJ Watt, atleta de futebol americano eleito o homem do ano por arrecador milhões de dólares para famílias que perderam tudo pelo furacão Harvey, ajuda a entregar mantimentos. 

Se no primeiro dia de grandes apresentações no Adobe Summit as atenções foram voltadas aos produtos e as possibilidades que a cultura de ser um “experience maker” trazem (veja aqui). Nesta terça-feira(28), o foco foi as pessoas e os criadores de experiência que transformam o mundo ao seu redor e mudam vidas.

“Nós definimos os criadores de experiência como os agitadores. Os corajosos que acreditam que as coisas devem ser melhores e trabalham para remodelar as opções oferecidas para que o público tenha experiências diferentes. Sobre eles que falaremos hoje”, disse John Mellor, VP de estratégia e operação de negócios da Adobe.

Para iniciar os insights da manhã são chamados Shantanu Narayen, CEO da gigante americana de tecnologia, e Jensen Huang, CEO da Nvidia. Desconhecido para alguns, Huang foi eleito pela revista Fortune como o homem de negócios mais importante do ano. Em um bate-papo com Narayan, o empresário falou o que o fez entrar na área de gráficos tridimensionais e o que ele espera do futuro.

“Quando comecei, há 25 anos, o Windows 3.1 acabava de ser lançado e as imagens em três dimensões nem existiam. A partir disso, nós tivemos uma grande ideia: um dia todo o mundo será gamer ou um creator e nós acreditamos que todos poderiam desenvolver esse universo direto de seus PCs pessoais”, disse o executivo da Nvidia, companhia famosa pela sua placa de vídeo Geforce.   

“Por exemplo, para criar esta apresentação com gráficos e projeções gigantescas, as máquinas levaram horas para renderizar todo o conteúdo. O que quero é que não haja necessidade de esperar para que as transformações sejam feitas. Eu vejo um lugar em que tudo será em tempo real e qualquer um poderá viabilizar as mudanças que anseia”, concluiu Huang - que confia tanto no que defende que tatuou o logo de sua empresa no próprio braço.

Como forma de mostrar que as alterações não partem só de visionários da tecnologia, é convidado JJ Watt, jogador de futebol americano eleito o homem do ano. Atleta do Houston Texas, o jovem não aguentou ver sua cidade destruída pelo furacão Harvey e iniciou uma campanha de arrecadação pelas redes sociais. Em questão de dias, o que começou como um pedido de ajuda se transformou em uma ação que arrecadou 37 milhões de dólares.

“Eu vi casas perto da minha destruídas. Eu não conseguia jogar sem pensar naquelas famílias. No meio do caos quis ajudá-las. O que eu poderia fazer naquele momento era usar as redes para amplificar aquelas vozes. Eu não estava brincando quando, inicialmente, solicitei 200 mil, mas conseguimos mais, arrecadamos milhões e não há abraço tão apertado e sorriso tão sincero quanto o de alguém que retorna para sua casa. Isso não tem preço”, declarou o esportista.

“O que eu aprendi com tudo isso é que muita gente quer fazer parte de algo. O que ocorre é que nem sempre existem meios para isso”, finalizou o atleta. Para mostrar que nem só estrelas provacam mudanças e pessoas comuns também podem mudar vidas é apresentado o caso dos estudantes que usaram o Photoshop para salvar fotos de pessoas queridas perdidas pelo mesmo desastre.

Com isso, de maneira sensível, é compartilhado que as transformações podem surgir de computadores simples. Confira como isso foi possível com o minidocumentário que relata o que um grupo de amigos conseguiu fazer:

Em uma demonstração final de até onde os agitadores que não se contentam com a mesmice aliados à tecnologia podem chegar toma o microfone Richard Branson, criador do grupo Virgin que diversifica os seus negócios desde a música até a aviação.

“Esse evento é sobre criadores de experiências. Meu objetivo sempre foi trazer momentos melhores para o próximo. Se as mesmas experiências são chatas é necessário um passo além. Foi isso que percebemos quando os discos foram ultrapassados e abrimos nossa empresa de aviação. Fomos os primeiros a pensar filmes a bordo, comida honesta e pijamas durante viagens por um baixo custo”, disse o empresário.

Famoso pelo jeito provocador mostrado em anúncios contra a British Airlines, uma de suas principais concorrentes, o bilionário também mostra a profundidade ao revelar o seu lado humanitário.  

“Um bom líder ou alguém que ocupe qualquer cargo de destaque tem que ser, antes de tudo, um ótimo ouvinte e entender as necessidades de quem está ao seu redor. Por isso, criamos a Virgin Unite: para manter as pessoas unidas e para que elas nunca sejam obrigadas a conviver com algo que não é justo”, declarou o britânico.

Veja abaixo um vídeo sobre a organização:

“Mudar o mundo começa com um pequeno grupo de pessoas que simplesmente negam aceitar o inaceitável”, finaliza o homem de 67 anos que criou há poucos anos empresas de turismo espacial e prova que não há idade, popularidade ou regras para tentar transformar a realidade que vivemos.

 

 

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