As lições e o que esperar da estreia de The Walking Dead

Wlaking Dead

Diz a lenda que quanto melhor o vilão, melhor a história, e por consequência o filme ou série. The Walking Dead já era ótima sem um grande vilão (o Governador não foi lá essas coisas, e foi o ano mais fraco da série). Mas, pelo que se viu no último episódio da última temporada, Jeffrey Dean Morgan chegou para arrasar como Negan. Em uma única (longa) e brilhante cena, ele já fez com que o público o odiasse e o achasse extremamente charmoso ao mesmo tempo. Ele foi o responsável por aquela que foi/será uma das piores e mais violentas mortes da série. Quem matou nós já sabemos. E numa jogada de mestre, os criadores da série nos deixaram mais de seis meses para saber quem será a vítima. Essa pergunta será respondida no próximo domingo, dia 23, às 23.30 no canal Fox, com exibição no mesmo dia que nos Estados Unidos.

Durante todo esse tempo, eles fizeram com que o público discutisse as diversas possibilidades. Alguns chegaram a fazer um abaixo-assinado numa rede social dizendo que parariam de ver a série caso não fosse revelado quem era a vítima (e obviamente ninguém disse nada). A possível vítima favorita é Glenn (Steven Yeun), um dos personagens mais queridos da série, e que é morto por Negan e seu taco de baseball mortal (que se chama Lucille) nos quadrinhos. A dúvida é agravada pelo fato que alguns sites especializados disseram que o seu protagonista foi pouco visto no set de filmagens em Atlanta. Outros preferem a teoria que será Abraham (Michael Cudlitz), que estava mais próximo a Rick (Andrew Lincoln), tornando – o geograficamente uma vítima mais provável. Eugene (Josh McDermitt), Sasha (Sonequa Martin-Green) e até Maggie (Lauren Cohan) foram citados como outras possibilidades.

Ou seja, a verdade é que se The Walking Dead tivesse mostrado no início do ano quem foi a vítima de Negan, você poderia reclamar, apoiar, dizer que a escolha poderia ter sido melhor por umas duas semanas, mas a série não teria gerado essa atenção contínua durante todo esse período entre uma temporada e outra. Ou seja, a revolta é legítima, mas como ação de fidelização e marketing é perfeita.

Mesmo com sua audiência em leve declínio na TV americana (por aqui ainda é líder entre as séries na TV paga), The Walking Dead nos proporciona várias lições de como conquistar o seu público. Eles conseguem uma conexão com sua audiência através de personagens bem delineados, alguns que nem existem nos quadrinhos como Daryl (Norman Reedus) por exemplo, que fazem com que nos importemos com eles. Ainda assim, todo o fã sabe que o seu personagem favorito pode ter uma morte nojenta e sangrenta a qualquer momento. Ou seja, a possibilidade de um elemento surpresa nos deixa ligados à narrativa para saber o que realmente pode acontecer.  A série também oferece uma ótima integração com as redes sociais – todo mundo discute o episódio no Twitter, Facebook, etc. É um trending topic fácil de prever. Por isso, mesmo antes de estrear sua sétima temporada, ela já foi renovada para a oitava.  Mas eu creio que a lição maior dos acertos de The Walking Dead são os erros de seu “filho”, Fear the Walking Dead, já aprovada para uma terceira temporada, e exibida no Brasil pelo canal AMC. Fear... tem bons momentos, mas peca com personagens absolutamente sem empatia com o público.

De qualquer maneira, esse fim de semana, antecedendo a estreia da nova temporada, o canal Fox fará uma maratona com todos os episódios de The Walking Dead para que todos se preparem para o grande momento. Já imaginou a audiência mundial desse episódio?

Eliane Munhoz, do Blog de Hollywood

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