Os Defensores da Marvel estão se formando

Luke Cage

A Marvel vem cada vez mais ampliando seus domínios e ensinando muita coisa em termos de estratégia de conteúdo em longo prazo para o mercado de entretenimento. Primeiro foi no cinema, com suas fases de lançamentos de filmes de seus grandes heróis (mas também de outros não tão conhecidos, como Guardiões da Galáxia), que culmina com as aventuras dos Vingadores. Depois, mesmo sem ter conseguido ainda o sucesso esperado na TV, onde somente Agents of S.H.I.E.L.D. vem tendo continuidade, também dá uma aula sobre como “casar” o universo da TV com os acontecimentos das franquias do cinema.

E, por último, tem o brilhante acordo com a Netflix para mostrar quem são os Defensores em séries exclusivas, com lançamento mundial simultâneo. Para quem não conhece, os Defensores foram criados no início dos anos 70 nos quadrinhos como uma forma de dar continuidade as histórias de super-heróis importantes do Universo Marvel que haviam perdido suas revistas próprias. Foi fundado pelo Doutor Estranho (que em novembro vai ganhar seu filme solo no cinema) e teve várias formações, algumas inclusive com o Homem-Formiga, o Surfista Prateado (do Quarteto Fantástico) e até o Hulk.

Mas quando foi feito o acordo com a Netflix, a formação escolhida foi Daredevil (Demolidor), Jessica Jones, Luke Cage e Punhos de Ferro. Daredevil já teve duas temporadas, enquanto Jessica Jones teve uma (a segunda provavelmente só virá em 2018), Punhos de Ferro será lançado no ano que vem. E hoje (30) foi disponibilizada a primeira temporada de Luke Cage.

Para quem não conhece, Luke é um homem com super-força e pele impenetrável, que agora luta contra o crime. Ele foi apresentado primeiramente na série de Jessica Jones, onde os dois viveram uma história de amor bem diferente. Agora, em sua própria série, o público vai conhecer um pouco de seu passado, quando um experimento malsucedido acaba lhe dando poderes especiais, e também como está sua vida depois dos fatos que aconteceram na temporada de Jessica Jones. As ruas nunca foram tão importantes antes, nem em Jessica Jones, nem em Daredevil.  Também há mais referências ao universo do cinema, dos Vingadores. Mas a personagem vivida por Alfre Woodward, Mariah Dillard, nada tem a ver com aquela que a atriz faz em Capitão América 3.

Com dois novos interesses amorosos, as importantes personagens dos quadrinhos, Misty Knight (Simone Missick) e Claire Temple (Rosario Dawson), a série tem um bom vilão, Cornell "Cottonmouth" Stokes (Mahershala Ali), e também uma trilha sonora de destaque. Mas obviamente quem brilha mais é Mike Colter como Luke. Lembro a primeira vez que o vi em The Good Wife, como o contraventor Lemond Bishop. Já naquela época ele me impressionou com seu carisma. Isso se repetiu com a participação em Jessica Jones (era fácil entender o interesse dela por ele). Mas agora, como “o dono da bola”, ele realmente conquista um espaço que deve se expandir não somente na subsequente série dos Defensores, programada para 2017, mas também em possíveis oportunidades no cinema.

Eliane Munhoz, do Blog de Hollywood

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