Em reforma de cargos de chefia, Rogério Gallo deixa a Turner

Gallo

Vice-presidente dos canais de filmes e séries da Turner no Brasil, Rogério Gallo deixa o grupo, após três anos no posto. Durante sua gestão, aprovou séries como "Zé do Caixão", com Matheus Nachtergaele, "Manual para se Defender de Áliens..." , que estreou domingo (12), na Warner, "Show do Kibe", na TBS, "Caravana no Ar", também na TBS, e o Festival de Curtas, no TNT, entre outras tarefas.

Daniela Vieira, gerente de conteúdo dos canais infantis da Turner, como o bem-sucedido Cartoon Network, também deixa o cargo.

A saída de ambos foi anunciada ontem, poucos dias depois da saída de Gustavo Diament, principal executivo da Turner no Brasil. Mas Diament é só mais uma peça a cair numa fileira de dominós, onde o primeiro nome do jogo era Juan Carlos Urdaneta, presidente da Turner América Latina, que deixou a empresa há um mês. Urdaneta foi substituído por Whit Richardson, e vem desse alto comando todas as trocas a seguir.

A Turner ainda não anunciou substitutos para Daniela e Gallo, o que deixa o mercado de produtores nacionais ligeiramente apreensivo sobre os projetos em andamento ou candidatos a uma vaga na programação dos canais Turner.

Em tom protocolar, Whit Richardson disse, em nota distribuída à imprensa e internamente, que Diament "trouxe uma nova perspectiva para nossas operações locais, identificando áreas-chave para o aperfeiçoamento de negócios que continuaremos a estudar para maximizar nossa presença no Brasil". Sobre Gallo e Daniela, afirmou que " é difícil ver colegas e amigos afastarem-se da organização". Se é difícil, por que afastá-los, se a decisão cabe a ele?

A Turner está há anos em um processo de turbulência em razão de aquisições envolvendo o grupo. Não foram leves os investimentos feitos para tomar do SporTV os direitos de transmissão pelo Campeonato Brasileiro, para abastecer seu mais novo canal, o Esporte Interativo, adquirido em 2013. Até então, o grupo nunca havia frequentado a seara de negócios do esporte. Some a isso a aquisição da Time Warner, controladora da Turner, pela AT&T nos EUA, uma transação ainda submetida a aprovação, que há de respingar forte no Brasil: a AT&T é também controladora da DirecTV (aqui tratada como Sky), formando uma combinação que esbarra na Lei da TV paga: não é permitido que uma mesma empresa seja programadora e distribuidora (operadora) na esfera da TV por assinatura, o que a levará a optar por apenas uma das alternativas: ou mantém os canais Turner (mais de 12, como CNN, Cartoon, TBS, Warner, TNT, Esporte Interativo, etc.) e abre mão da Sky, ou mantém a Sky e abre mão de programar canais por aqui.

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