Jacquin será o chef do Kitchen Nightmares brasileiro

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"Kitchen Nightmares", ou "Pesadelos da Cozinha", reality show comandado pelo temido Gordon Ramsay em seu formato original, no exterior, será aqui comandado por Erick Jacquin. O programa estreia na Band, na terceira semana de abril, e chama a atenção pelo fato de o francês já ter ido duas vezes à falência com restaurantes de sua propriedade. Para o diretor de Conteúdo da Band, Diego Guebel, isso só pesa a favor da escolha de Jacquin para o papel. "Justamente por isso é que ele sabe, como ninguém, quais os riscos de um restaurante ir à falência e quais as medidas que devem ser tomadas para se evitar algo parecido ou para consertar os problemas", justifica o diretor.

As primeiras chamadas já estão no ar e trazem Jacquin como autêntico chef francês estressado com erros na cozinha. Alimentos misturados a louças sujas, na pia, carnes mal conservadas no frigorífico, proprietários sem voz ativa perante os funcionários, tudo isso faz parte da receita do formato.

O programa deve ocupar as noites de quinta-feira, e não de terça, como era de se esperar, na vaga do "Masterchef Brasil", porque a próxima temporada do bem sucedido reality deverá estrear antes que o "Pesadelos da Cozinha" termine. Assim, durante um período, a Band terá no ar dois realitys de cozinha, ou assim está previsto, e Jacquin em dose dupla, honrando o trio com Henrique Fogaça e Paola Carosella às terças, e solando às quintas, na mesma faixa das 22h30.

Masterchef Profissionais, Discutindo a Relação

E o "Masterchef Profissionais" acabou, mas não acabou. A vencedora, Dayse Paparoto, foi anunciada na última terça, em longa edição que culminou com a vitória da maioria esmagadora da torcida da moça, contra o elogiado chef Marcelo Verde. Elenco e apresentadora se reuniram na noite desta quarta, 14 de dezembro, para gravar uma espécie de DR (= Discutir a relação), especialmente a respeito das atitudes e frases que soaram como machismo na cozinha. Ivo e Marcelo se defenderam das acusações. João Lima, também apontado pelas redes sociais como alguém arrogante, por discordar das escolhas dos chefs e criticar outros colegas, também se defendeu, alegando que seu ofício é avaliar o desempenho do trabalho dos cozinheiros, inclusive como professor. Faz isso quase automaticamente, mas custou a se render aos argumentos de Ana Paula, a quem chamou de "leiga" ao ser desclassificado, de que o prazer do consumidor final tem peso decisivo na escolha por um prato. "O sabor é o que importa, e os chefs repetem isso desde a primeira edição", ela voltou a dizer a ele, no debate.

Intitulado "Masterchef Profissionais - A Reunião", o programa vai ao ar na terça, no horário do "Masterchef". Embora a vencedora Dayse tenha relevado enfaticamente a discussão em torno do machismo, o assunto se estendeu para a necessidade que as mulheres ainda têm de se portar de modo quase masculinizado na cozinha, de modo ainda mais forte do que em outras profissões que endossam a cultura machista.

Os participantes se mostraram assustados com a exposição provocada pelo programa, em especial para quem já é profissional. Ana Paula argumentou que a exposição é um preço que figuras públicas têm a pagar. "Eu já ouvi críticas negativas, positivas, construtivas ou não, ao longo da minha carreira, e sei que a imagem pública tem esse custo, tem que saber disso", ela disse aos participantes.

Ao concluir, Marcelo, que ao fim da competição deixou o palco sem cumprimentar Dayse, finalmente parabenizou-a, mas não aceitou algumas notas dos jurados para os seus pratos, colocando em dúvida sua "derrota". O profissional ficou em 2º lugar, por apenas 3 pontos, e tentou culpar a chef Paola Carosella pela perda. Ana Paulo o desmentiu: "Some as notas da Paola, Marcelo. Você verá que, pela soma de notas dela, você seria o vencedor". E assim termina a mais contestada versão do "Masterchef Brasil" até aqui, o que, para um programa de televisão, é um prato cheio.

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