Google passa a esconder sites não responsivos nos resultados de buscas

Conforme anunciado em fevereiro, a partir desta terça-feira (21) o Google faz modificações em seu ranking de buscas.  A gigante californiana passa a considerar se um site é amigável a dispositivos móveis como um dos critérios para escondê-lo ou ranqueá-lo entre os primeiros resultados da pesquisa. 
 
Segundo o Google, a atualização afeterá somente os rankings exibidos em celulares e tablets e não será aplicada a sites inteiros, apenas a páginas específicas que não atendem aos novos critérios.  "Com as pessoas fazendo cada vez mais buscas em seus dispositivos móveis, queremos ter certeza de que elas podem encontrar conteúdo não apenas relevante e oportuno, mas também fácil de ler e de interagir em telas menores", disse uma porta-voz da empresa ao The Wall Street Journal.
 
Outro critério que passa a ser adotado é a performance de conexão do site, que deve ser leve o suficiente para carregar com as velocidades da internet móvel, relativamente menores que as do acesso fixo.
 
Entretanto, o Google deixa claro que a adaptação a disposivitos móveis é apenas um dos 200 sinais que o algorítmo usa para determinar o ranking. "Sites que não são tão responsivos como poderiam ser não irão desaparecer. Na verdade, eles ainda podem se classificar em um nível alto se tiverem um bom conteúdo que as pessoas realmente queiram", disse a representante.
 
O Google defende que a mudança deve ser feita porque a experiência com sites não responsivos é ruim e pouco útil para os usuários. Fontes pequenas ou uma barra lateral que desce "eternamente" são alguns dos exemplos de problemas que estes sites podem apresentar. Para os negócios, um site que não se adapta também pode ser ruim. Uma pesquisa mostrou que 74% das pessoas estão mais propensas a voltar para um site se ele for mobile-friendly.
 
Redação Adnews

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