Home office X Cannes: novos modelos de sucesso

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Edney Souza, mais conhecido como Interney, já fez de tudo um pouco na era digital. Já teve um portal de blogs, uma agência e está em sua sexta startup. Além de tudo isso, hoje é consultor, professor e curador da Social Media Week. Com 26 anos na estrada da tecnologia e da comunicação, já acumulou bagagem suficiente para analisar as principais transformações do mercado e, por inúmeras vezes, se adaptar e evoluir em novos modelos de negócios. Depois de várias experiências tão distintas, continua sua jornada sem se valer de rótulos, mas descobriu muito bem o que não quer ser. “Quando você é executivo, em algum momento as pessoas podem virar números. Tratar as pessoas como uma linha na planilha não é para mim”, confessa.

Em sua palestra no Social Media, cada construção de raciocínio traz um certo questionamento que todo profissional deve fazer, independentemente de estar ou não na área de comunicação: o que é o sucesso? A indagação abre o tema da apresentação “Home Office X Cannes”. Embora siga uma linha provocativa, o pensamento é direto e reto: usar Leões de Cannes como índice de qualidade não funciona como antigamente. “As pessoas confundem qualidade com popularidade ou visibilidade. Não é porque ganhou Cannes que todo cara é bom”, explicou. Para embasar o seu argumento, Edney relembrou que o Publicis Groupe, terceiro maior grupo de comunicação do mundo, anunciou recentemente que não inscreveria seus cases em nenhum festival no próximo ano. Ao invés disso, o conglomerado de empresas vai investir em sua plataforma de inteligência artificial Marcel.

Saindo um pouco do mundo das agências, Interney falou da mudança de comportamento dos consumidores e os novos modelos de negócios que surgem para quebrar o status quo, citando exemplos clássicos como Netlix, WhatsApp, Waze, Uber, Spotify e Airbnb. Indo mais para o cerne das operações, o consultor entrou no tema “home office”, aparentemente um próximo passo desafiador para as empresas, mas que é capaz de trazer inúmeros benefícios para as companhias.

Para exemplificar, o professor mostrou o case da Automattic, dona do WordPress, que hoje trabalha em modelo home office com praticamente 100% de seu efetivo, o que totaliza mais de 500 funcionários espalhados por todo o mundo. Edney, que tem a empresa como cliente, explicou como o modelo de produção dos textos, conteúdos e demais demandas funciona totalmente pela internet, com contatos raros pelo chat. Além disso, a companhia patrocina a montagem de um escritório na casa de cada um dos funcionários, o que pode parecer um luxo em principio, mas é certamente muito mais barato que uma portentosa sede, como o que a Automattic tinha em São Francisco no passado, com mais de 1400 metros quadrados.

“O home office melhora o repasse para os funcionários na medida em que elimina vários custos”. Questionado pelo público sobre a gestão dos colaboradores, Edney explicou que tudo é uma questão de maturidade profissional, e que o mindset deve estar orientado para a produtividade, numa equação simples: quem não entrega os trabalhos no prazo, automaticamente corre o risco de ser desligado. “Os prazos são negociáveis, mas as pessoas precisam entender que é uma relação comercial e que uma empresa não é uma ONG”, argumenta.

Sendo assim, neste mundo tão multifacetado, a pergunta que parece não querer calar é a seguinte: o que você precisa vencer para sobreviver num mundo tão cheio de mudanças?

No quadro abaixo, o consultor mostra algumas alternativas:

Como dica para aproveitar ao máximo o potencial de cada um, Edney deixou a seguinte dica: pensar a carreira no desenho de uma estrela. Isso significa que a expertise fica no meio e as possibilidades nas pontas:

 

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