Saiba por que a Unilever pode cortar investimentos em Google e Facebook

Unilever

O mercado digital cresceu de forma avassaladora nos últimos anos e se consolidou de maneira consistente como um dos principais meios de contato entre marcas e consumidores. Isso não significa, entretanto, que tudo seja redondo e que não há pontos que precisem evoluir e amadurecer pelo caminho. Entre os principais itens a serem desenvolvidos está a credibilidade das plataformas.

Como reflexo desse cenário, na última segunda-feira (12) a Unilever, uma das maiores anunciantes do mundo e que investiu US$ 9,4 bilhões em 2017, ameaçou cortar investimentos em plataformas digitais que não combaterem notícias falsas e discursos de ódio. Sem citar nomes específicos, a companhia que investe um terço de seu budget na web, disse que a confiança em mídias sociais tem caído nos últimos tempos.

“Notícias falsas, racismo, sexismo, terroristas espalhando mensagens de ódio, conteúdo tóxico dirigido a crianças... A Unilever, como uma empresa confiável, não quer anunciar em plataformas que não contribuem positivamente para a sociedade”, disse Keith Weed, diretor global de marketing da Unilever, na conferência anual do IAB (Interactive Advertising Bureau) que aconteceu na Califórnia (USA).

Credibilidade dos anúncios

Essa não é a primeira vez que Google e Facebook, que concentram metade dos investimentos digitais em todo o mundo de acordo com o eMarketer, são “ameaçados” por gigantes da indústria. No ano passado a Procter & Gamble anunciou publicamente que estaria revendo os seus investimentos em ambas as plataformas. A principal alegação do anunciante estava centrada na quantidade de cliques falsos e também o engano de algoritmos, que permitiu recentemente que alguns anúncios da empresa aparecem em conteúdos vinculados ao Estado Islâmico, por exemplo.      

Mudança nos algoritmos

Falando especificamente sobre o Facebook, o que tem também desagradado algumas companhias, além de veículos de comunicação, é a mudança de algoritmos que passou a priorizar o alcance de conteúdos produzidos por amigos e familiares em detrimento de notícias ou publicações de marcas.

Principais questões

Como fazer para não reduzir a presença das marcas no mundo digital, eliminar métricas falsas e incoerentes em anúncios e o mesmo tempo não vincular publicidade com Fake News? Essas são as perguntas que Google e Facebook precisam responder rápido para conter a insatisfação das marcas e aumentar o nível de credibilidade em suas relações com os anunciantes.

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