Sony se posiciona diante do roubo do canal do Youtube de Pabllo Vittar

pabllo vittar

Na segunda-feira (28) o canal do Youtube da cantora Pablo Vittar sofreu com a ação de hackers que inseriram conteúdos sem qualquer relação ou impróprios, deletaram clipe oficial da música K.O, recorde de visualizações entre drag queens do mundo inteiro. Além disso, a ação criminosa ainda trocou a foto de perfil da artista por uma do deputado federal Jair Bolsonaro, que entre outros discursos já demonstrou sua falta de proximidade ou profundidade com a questão de gênero ou orientação sexual ao pontuar que seus filhos nunca seriam gays já que foram “bem educados” ou mesmo que “ter filhos gays é falta de porrada”.

Ontem mesmo (29), a Sony, sua gravadora, veiculou uma nota repudiando os ataques. A assessoria de imprensa da artista também informou que irá tomar providências legais e técnicas para a regularização do canal oficial no Youtube.

De acordo com a nota, a Sony ressalta que “invasões virtuais como essa são consideradas crime, assim como a discriminação demonstrada nos atos do(s) hacker(s), que não será tolerada em espaços digitais destinados à arte e liberdade de expressão. A Sony Music Entertainment Brasil se posiciona contra qualquer ação que manifeste discriminação, crime e intolerância em qualquer esfera, por respeito à diversidade, ao amor e ao direito da liberdade de expressão”.

A hashtag usada no post #TodosComPabllo Vittar gerou buzz nas redes sociais, o que indica um desenvolvimento da sociedade em relação a questão, mas alguns comentários infelizmente indicam a necessidade de evolução na questão de gênero. A infinidade de comentários chamando a cantora pelo masculino, já que um “homem sempre será homem” ou ainda que “problema” era sua voz indicam o quanto nossa sociedade fecha os olhos para o próprio preconceito.

Ninguém quer ser preconceituoso, mas fatos como o ocorrido com Pabllo indicam claramente que somos um país preconceituoso e que nem de longe a máxima “não sou preconceituoso, mas” livra o que vier em seguida do preconceito existente ali. E como bem disse a cantora ao publicar mais uma vez K.O (já recuperada ontem mesmo): "Me aceita!"

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