"Tecnologia deve unir as pessoas", afirma criador do Orkut

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Um dos pioneiros das redes sociais, Orkut Buyukkokten, fundador da rede que levava o seu nome, considera que a tecnologia deve ser usada para unir as pessoas, e não separá-las. A afirmação foi feita em podcast ao site de tecnologia Recode. "É interessante observar como na era digital, com o uso de smartphones mantendo pessoas conectadas o tempo todo, eu sinto que elas estão ficando mais infelizes e mais desconectadas", afirma. "As pessoas quase pararam de interagir umas com as outras na vida real" diz.

De modo a criar uma nova forma de interação e aproximar as pessoas, Orkut fundou sua nova rede social, a hello, que tem por objetivo unir os usuários por meio de paixões e interesses comuns. "Minhas maiores paixões na vida são pessoas e uní-las por meio da tecnologia", diz ele. "Se olharmos para a sociedade hoje, eu acredito que 99 % de nós precisamos de mais conexões", complementa.

Foi isso que levou Orkut a empreender em uma nova rede social, após deixar o Google, onde trabalhava como engenheiro, em 2014.  A partir da hello, é possível se aproximar das pessoas com mais facilidade por meio de paixões compartilhadas. "Você tem uma grande necessidade de se conectar, mas isso está se tornando cada vez mais difícil, mesmo com toda a tecnologia que nos permite isso", diz.

A hello já está presente em 13 países desde o seu lançamento. Um dos que mais destaca é o Brasil. "Nós lançamos a hello no Brasil em julho e tivemos uma resposta extremamente positiva", diz Orkut. Segundo ele, o Brasil foi bastante estratégico por ser um grande mercado e por todo o histórico do país com as redes sociais. "[Os brasileiros] são 'early adopters', são super amigáveis, sempre gostam de testar novos produtos e são super conectados", relata.

Para o futuro, ele diz que gostaria que as redes sociais permitissem que as pessoas pudessem saber com quem interagir. "No melhor cenário, eu gostaria de entrar num bar ou num café e que o meu dispositivo inteligente, seja ele meu relógio, meu telefone, meu cinto ou meus óculos dissessem para mim: 'essas são as pessoas que você deve conhecer e interagir'", diz. "Eu acredito que a busca por pessoas que nos entendam é um problema mais importante do que a mais avançada questão de astrofísica. Nosso desejo por companhia é o que nos motiva a acordar pela manhã", conclui. 

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