Ferramenta do Estadão mostra quanto custa a corrupção no Brasil

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Para dar ao seu leitor a noção exata de quanto custa a corrupção no Brasil, o Estadão lançou na última quarta-feira (21) a plataforma “De Real para Realidade” em seu portal. Através da ferramenta é possível calcular como poderiam ter sido aplicados, em bens e serviços públicos, os valores desviados pela corrupção. O recurso converte automaticamente o valor informado nas notícias de denúncias de corrupção em coisas elementos palpáveis como ambulâncias, vacinas, merenda escolar, medicamentos etc.

Com uma denúncia de desvio de desvio de R$ 316 milhões, por exemplo, a ferramenta mostra que esse valor poderia significar 2.257.1428 vacinas H1N1; 15,8 mil ambulâncias ou ainda 0,316 km de linhas de metrô. Para complementar a informação, o “conversor da moeda da corrupção” mostra, na sequência dos valores, as notícias no site do jornal onde aquele investimento poderia fazer a diferença e melhorar a vida das pessoas.

O script inserido no portal e que monitora a navegação do usuário, “perceberá” quando o internauta estiver lendo reportagens que contenham palavras relacionadas à corrupção e política e citem números em reais. Essa reportagem será considerada “elegível” e todos os seus valores serão destacados para o usuário. Conforme ele role o mouse (ou passe o dedo, na versão mobile) sobre eles, será exibida uma tooltip contendo sugestões de itens de conversão. Ao selecionar o item de conversão, o usuário é redirecionado à ferramenta De Real para Realidade, que exibirá a conversão do valor em questão, contextualizada com diversos itens, bens ou melhorias que poderiam ter sido adquiridos.

Desenvolvida pelo Estadão, a ferramenta visa a tangibilizar os números da corrupção e a dimensionar seu tamanho. “O objetivo é ajudar a dimensionar como esse dinheiro impactaria a vida da população. Mais do que informar, usamos a tecnologia e a inovação para ir além da notícia. Conseguimos, assim, tornar palpável o quanto a corrupção impacta diretamente no dia a dia das pessoas”, afirma Marcelo Moraes, diretor de Marketing Publicitário do Estadão.

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