A Globo e o seu trabalho de responsabilidade social através do conteúdo

globo
Beatriz Azeredo e Sergio Valente. (Foto: Globo/ Ramon Vasconcelos)

Você já imaginou alguém com tetraplegia capaz de pilotar um carro de corrida por meio de comandos cerebrais? A poderosa ideia não apenas, foi concebida pela TV Globo, em parceria com o Instituto Rodrigo Mendes, como foi premiada no Cannes Lions deste ano com um Leão de Prata na categoria Creative Data. A campanha “Movido a Respeito” foi criada para evidenciar como a inclusão e o respeito são fatores essenciais para tornar mais justa a vida de pessoas com deficiência.

Para mostrar que a iniciativa não foi “apenas um espirro em direção ao movimento de responsabilidade social”, mas sim parte de um pensamento estratégico mais amplo chamado GoodMob, a empresa de comunicação convidou nesta semana a imprensa para um encontro em sua sede, em São Paulo. O papo foi conduzido pelo diretor de comunicação do grupo, Sergio Valente, além da Beatriz Azeredo, diretora de responsabilidade social. “Queremos mostrar que o que temos não é simplesmente uma área de responsabilidade social, mas sim uma áurea de responsabilidade social. E não é responsabilidade apenas de um departamento, mas de todos”, explicou Valente.

Embora não haja planos de explorar a marca externamente, o conceito GoodMob surgiu há dois anos como uma maneira de organizar melhor a atuação de responsabilidade social da Globo, que sempre existiu. Mais do que iniciativas isoladas, sem conexão e continuidade, Beatriz Azeredo afirmou que o grupo tem colocado toda a sua capacidade de penetração em diversas plataformas e a conversa diária que tem com mais de 100 milhões de brasileiros para mobilizar pessoas, incentivar a reflexão e promover a união em busca da defesa e garantia dos direitos humanos. Para isso, sua equipe trabalha com cinco grandes eixos: educação, direitos humanos, juventude, sustentabilidade e saúde/qualidade de vida.


Foto: Globo/ Ramon Vasconcelos.

Para o diretor de comunicação, pensar no bem comum não se trata de filantropia, mas de uma necessidade real, oportuna e necessária por parte da iniciativa privada. “É papel das marcas e das empresas de comunicação colaborar para o crescimento de seu entorno. É um jeito contemporâneo de pensar. É olhar o crescimento da sociedade como um asset da empresa”, destaca Valente. Para o publicitário, apesar da trajetória histórica do grupo em abraçar causas, há um grande desafio pela frente. “Sempre falo que o maior papel dessa galera que lida com isso aqui dentro todos os dias não é fazer coisas, mas sim fazer as coisas serem feitas, influenciar pessoas, para que a Globo atue de forma responsável e ajude toda a sociedade”.

Mesmo com pilares bem definidos e uma equipe com aproximadamente 30 pessoas atuando nas mais diversas causas, Beatriz conta que a organização de todo o trabalho da equipe de responsabilidade social é bem mais complexa do que parece. O modus operandi é influenciar pessoas e iniciativas, seja através de conteúdos de entretenimento ou jornalismo, eventos internos e externos, bate-papos, parcerias, materiais diversos, além de campanhas e plataformas como “Tudo começa pelo respeito”.

Durante o papo, Sérgio Valente também ressaltou a importância de buscar conhecimentos e trocar ideias e experiências com instituições e especialistas para que o aprendizado sobre as principais causas seja algo cada vez mais rico. “Um grande passo na vida é saber o que somos capazes e o que não somos capazes de realizar. Nós somos capazes de mobilizar, capazes de contar histórias e queremos contribuir com a sociedade. Como fazer isso? Buscar ajuda de quem entende. Em todas as ações buscamos os maiores especialistas em cada um dos assuntos para nos ensinar. E a gente dá espaços para esses caras conversarem com o nosso jornalismo e com o nosso entrenimento. Ao declarar a nossa ignorância, a gente dá um passo profundo em direção a nossa riqueza, que é utilizar a nossa capacidade de mobilizar”, acredita o diretor de comunicação.

Do ponto de vista prático, a diretora de responsabilidade social da Globo diz que não há uma ordem ideal para a criação de uma nova ideia social dentro da empresa. “Às vezes trazemos coisas de fora para dentro e às vezes encontramos espaços em coisas que estão sendo feitas aqui dentro. Um grande exemplo foi a novela Velho Chico. Aproveitamos a oportunidade e conseguimos selar uma parceria inédita de conteúdo com a Conservação Internacional”, contou Beatriz. Entre os projetos mais interessantes desenvolvidos por sua equipe, está o Panorama: um conjunto de publicações impressas para circulação interna que servem ao jornalismo e ao entretenimento como um guia de fontes, personagens, glossários e expressões em várias causas como educação, homicídios, gêneros, inclusão, infância e juventude e objetivos de desenvolvimento sustentável.

Sobre como influenciar atitudes internas e externas que gerem reflexos positivos, Sergio Valente revelou toda a concepção de quem tem mais de 25 anos de experiência, dos quais a maioria deles no mercado publicitário. “Criatividade é a mais importante ferramenta da comunicação. Projetos sociais não podem ser chatos. Estamos no mundo da sedução e por isso tenho uma equipe de comunicação de ponta, pilotada pela Mariana Sá (diretora de propaganda). Quero gente comprometida com projetos, mas que também se interessem pela oportunidade de mudar o mundo”.


Foto: Globo/ Ramon Vasconcelos.

Deixe seu comentário: