O paradoxo midiático da foto que roubou a cena nos últimos dias

lucas
Foto de Lucas Landau (Reprodução/ Facebook)

Se você está minimamente informado sobre o que este rolando no Brasil e no mundo nos últimos dias, certamente se deparou com a foto de um menino negro, sem camisa (aparentemente encolhido de frio) na beira do mar, admirando os fogos da virada do ano na praia de Copacabana.

A fotografia, em preto e branco, feita pelo fotógrafo da Reuters, Lucas Landau, está rodando o globo e suscitando debates das mais variadas naturezas, desde a disparidade social do país, passando pelo abandono de crianças, até chegar à questão do preconceito e prejulgamento da imagem, já que ninguém sequer sabe o contexto real e a história do garoto que aquele retrato esconde (ou escancara).   

Trazendo para o nosso mundo, o de avaliar o impacto midiático e por vezes o aspecto técnico das coisas, cabe uma breve reflexão. Em um mundo com tanta pirotecnia, onde as máquinas parecem fazer tudo, uma simples foto (embora genial) ainda tem o poder de eleger heróis e vilões (ou até derrubar um presidente, se for o caso).

E o mais paradoxal é que em meio a toda a crise econômica que afeta o jornalismo e consequentemente por vezes sacrifica a figura do fotógrafo no ecossistema da comunicação, o fotojornalismo tem hoje um poder midiático sem precedentes com o poder de viralização da internet.

O velho ditado que diz que “uma imagem vale mais que mil palavras” parece não ter perdido a sua força e veracidade.

 

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