Abril pede recuperação judicial

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Com dificuldades financeiras há alguns anos, na última semana, (06), o grupo Abril, de maneira repentina, se pronunciou sobre o fechamento de dez seus títulos, dentre eles: Mundo Estranho, Casa Claudia, Elle e Cosmopolitan.

Anunciada durante uma reunião de funcionários, a notícia caiu como uma bomba nos corredores da editora e em diversas outras redações pelo país. Diante do posicionamento que expõe as fragilidades da companhia, a Abril entrou nesta quarta-feira, (15), com um pedido de recuperação judicial em São Paulo.

Abrangente, o documento solicita o auxílio para todas as empresas, incluindo Abril Comunicações, Dipar Participações e Total Express. Comandado pela consultoria internacional Alvarez & Marsa, o processo vistoriado pelo escritório Mange Advogados prevê 180 dias para a companhia não ser executada enquanto a dívida é revista com os credores.

Valores

De acordo com os dados compartilhados pela família Civita, a companhia pretende recuperar judicialmente dividas que somadas chegam à 1,6 bilhão de reais. Sem novas alterações em seus títulos, a empresa reforça o seu foco nas publicações Veja, Exame e Claudia.

Segundo comunicado enviado à imprensa, o pedido “se deve à necessidade do grupo em buscar proteção judicial para a repactuação de seu passivo junto a bancos e fornecedores e, dessa forma, garantir sua continuidade operacional”

Em entrevista concedida à Exame sobre o futuro e as mudanças do setor, o executivo Marcos Haaland, sócio da consultoria Alvarez & Marsal e atual presidente do grupo, disse que “há uma mudança tecnológica que está afetando o setor como um todo, que trouxe uma crise e uma necessidade de pensar como é produzido e distribuído um conteúdo de qualidade. Isso está se passando no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa. É problema estrutural de todo o setor de comunicação e precisamos pensar em como nos adaptar aos novos tempos”.

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