"Acredito que a necessidade é a mãe da criatividade"

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Celso Augusto Forster, CEO da ClapMedia

Para se tornar relevante em um mundo tão plural e que muda rapidamente é necessário se reinventar a cada instante para não ficar para trás. Consciente dessa particularidade, Celso Augusto Forster, criador da ClapMedia se aventurou em várias áreas até encontrar um negócio que ele pudesse tocar de maneira criativa algo que sempre curtiu: a música.

Vidrado em bandas de rock desde jovem, o estudante tentou administração, jornalismo e marketing. Trabalhou em agências, foi relações públicas, mas nada daquilo o completava. Foi aí que ele resolveu usar sua experiência e bagagem para criar com amigos uma plataforma de shows ao vivo.

Tido como um empreendimento promissor, logo as mudanças no cenário obrigaram a equipe a mudar a estratégia. Sabendo que aplausos no mundo de hoje não rendem tanto quanto os “joinhas” do like, a ClapMedia se reinventou e se especializou em projetos de livestreaming para as redes sociais. Com poucos anos na atividade, a startup cresceu e hoje é uma das maiores no segmento.

Para conversar sobre trajetória pessoal, crescimento da empresa, principais cases e planos para o futuro conversamos com Celso, COO da companhia.

Confira abaixo o bate-papo:

Quais suas experiências antes da ClapMedia e como elas se transformaram na startup?

Tentei administração e me formei em jornalismo. Fiz pós em Marketing e trabalhei como vendas e relações públicas de empresas pequenas, médias e grandes e em pequenas, médias e grandes agências de comunicação, quase o tempo todo em que trilhei uma 'carreira'. Me preparando para essa 'carreira', aprendi a construir pequenos, médios e grandes projetos de conteúdo para marcas.

Por isso, embarquei no ClapMe nos primeiros meses da startup, em 2012 (que se propunha a realizar shows ao vivo onde o artista podia ganhar aplausos e gorjetas da plateia - e isso valeriam benefícios e vantagens na relação entre eles), na época eu já estava fazendo projetos de conteúdo para marcas.

Cinco anos depois de aprimoramentos no rumo do(s) modelo(s) de negócio(s), e mais de 2 mil transmissões ao vivo realizadas (pequenas, médias e grandes), passamos a utilizar nosso conhecimento em tecnologia e produção de conteúdo (ao vivo e on-demand) para atender uma necessidade latente do mercado; aumentar a rentabilidade (alcance e engajamento) das ações e projetos das marcas utilizando a tecnologia de livestreaming - uma vez que o influencer marketing se tornou uma das principais modalidades do mercado.

Como a ClapMedia iniciou? O que mudou na atuação da empresa desde a sua criação há cinco anos?

O ClapMe foi a primeira plataforma de shows ao vivo do Brasil. Nosso objetivo era gerar interações (possibilidades de negócios) entre artistas e fãs, pensando em um marketplace para os artistas que querem viver de sua arte. Estabelecemos inúmeras parcerias estratégicas com empresas que atuam no segmento artístico e musical, conquistamos investimentos para ajudar a validar o modelo de negócio e desenvolvemos projetos com marcas, canais e produtores de conteúdo/publishers.

Mas a necessidade de geração de receita foi o principal motor de criação da ClapMedia; transformamos nosso principal asset em unidade de negócios em transmissão ao vivo. Entendemos que nosso 'pãozinho' não era o show, mas as transmissões ao vivo. Acredito muito que a necessidade é a mãe da criatividade, sempre. Passamos a utilizar nosso conhecimento e experiência em livestreaming para projetos com o recurso ao vivo do Facebook e Youtube. Isso também nos mostrou a oportunidade de oferecer aos youtubers e influenciadores uma nova fonte de receita com o ao vivo, e não só o on-demand.

Quais os principais cases criados nesta trajetória?

Em menos de dois anos de atividade, nos estabelecemos como uma importante produtora de projetos em livestreaming do mercado. Desde a mais simples operação de transmissão até as mais complexas, com criação, operação e logística no Brasil e no mundo, desenvolvemos projetos para grandes marcas.

Entre os projetos realizados gostamos de destacar os cases com o

Nubank;

Reclame Aqui;

Visa;

Ovomaltine

Tic Tac;

Avon;

TNT Energy Drink;

Ponto Frio:

No último ano, a produtora abriu uma nova sede na Vila Madalena. O que esse movimento representa e quais as mudanças com essa mudança?

No final de 2017 conquistamos um novo espaço para ampliar nossa oferta para o mercado. ClapMe e a produtora Selo (antigo parceiro de produção e edição) se juntaram para oferecer projetos ainda mais completos aos clientes; além das transmissões ao vivo com agilidade, qualidade e o melhor preço, temos edição e pós produção, cenografia, iluminação, figurino, roteiro e toda a estrutura e logística para produção de conteúdos digitais - além de um estúdio de 100m² para produções in house e um espaço de 700m² com áreas patrocinadas.


Sócios Filipe Callil, Celso Augusto Forster, Diego Yamaguti e Felipe Imperio na nova sede

Quais os planos para o futuro?

Intensificar nosso contato com as agências de publicidade, eventos, relações públicas e social, além das marcas, para mostrar as vantagens das transmissões ao vivo nas estratégias de comunicação, divulgação e promoção. Estabelecer parcerias com publishers, canais e veículos para um formato de revenue share de conteúdo com foco na entrega de audiência. Criar conteúdos customizados para estes clientes e apresentar um formato de rede de fanpages e grade de programação patrocinada.

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