Convidando homens para o debate: Liderança feminina gera lucro

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A Will – Women in Leadership in Latin America - convidou os homens para um debate. A ideia por trás deste convite era incitar a discussão sobre a necessidade do empoderamento feminino dentro das empresas, que segundo pesquisas do Crédit Suisse, pode trazer melhores resultados para os negócios.

CEOs e vice-presidentes de algumas das mais importantes empresas do país como Google, Johnson &Johnson, Pepsico, Ambev e Bayer S.A participaram do encontro, que está em sua terceira edição e é o único a reunir somente lideranças masculinas para tratar do tema. O objetivo é inserir os homens na discussão para saber o que eles pensam.

Entre discursos de que a conduta deve vir de cima [para baixo], ser permanente, real e firme, entendendo que é um processo constante, alguns tomavam mais destaque: “Humanizar as relações é preciso. Entender o que é importante para aquela pessoa, estimular e respeitar isso dentro e fora do ambiente de trabalho”, defendeu Fabio Kapitanovas, VP de gente da Ambev. A empresa tem políticas para ouvir suas funcionárias e entender quais suas prioridades e/ou necessidades.

Fabian Gil, presidente da Dow na América Latina complementa: “Fomentar diferentes estilos de mulheres livres no sentido mais amplo de liberdade”, lembrou o executivo ao pontuar que “nem todas querem ser mães, nem todas são heterossexuais, nem todas são cisgêneras, mas são todas mulheres”.

Outro ponto que merece atenção é a necessidade dos homens em assumirem tarefas domésticas e com os familiares (sejam filhos, pais, parentes não tão próximos) para que as mulheres tenham a possibilidade de atuarem em outros âmbitos, inclusive no profissional e nesta, as mulheres também têm de abrir campo para que os homens ocupem os espaços que não tem costume, por motivos arraigados no machismo.

Se posicionar com suas marcas é importante, mesmo que as vezes o posicionamento mude completamente em relação ao anterior, assinalou Kapitanovas, ao comentar sobre a mudança de posicionamento da Skol, com as campanhas #ApitoDeRespeito e Reposter, muito comemoradas e engajadas pelo público.

O caminho é longo, árduo e muitas vezes, não é justo, mas é de fato um sopro de esperança ver a possibilidade deste diálogo se aprofundar, refletindo representatividade, diversidade e empatia num ambiente de conscientização e preocupação coletiva, ainda que só no setor privado, por enquanto...

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