Crise no Starburcks por racismo: entenda o que aconteceu

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Crédito: Michael Bryant/The Philadelphia Inquirer via AP

Na última quinta-feira (12), dois jovens negros americanos da Filadélfia foram ao Starbucks encontrar um amigo. Logo ao chegarem na loja eles sentaram, conversaram e se dirigiram ao banheiro. Negado o acesso dos amigos aos sanitários por três vezes, o gerente da loja ligou para a polícia.

No momento em que tudo aconteceu, uma testemunha disse que havia um homem branco há meia hora sem consumir nada, mas mesmo assim os agentes foram acionados e prenderam a dupla que foi arrastada para a cadeia. Ao ver o caso de racismo diante de seus olhos, a cliente Melissa DePino filmou o ocorrido e compartilhou nas redes. Veja abaixo o vídeo:

Conhecida por medidas sociais e se mostrar como um lugar de tranquilidade, o vídeo-denúncia gravado em uma das lanchonetes da empresa rapidamente viralizou nos Estados Unidos e gerou reações de diversas camadas da sociedade.Por todo o país milhares de pessoas expõem sua indignação e cobram alguma resposta da companhia.

Reações

Com a repercussão de movimentos como o “Coffe is Black”, Kevin Johnson, CEO do Starbucks, foi a público por meio de um comunicado pedir “desculpas sinceras aos dois homens presos”, disse o executivo. “A Starbucks se opõe firmemente à discriminação, ou à discriminação racial”, falou na nota.


Crédito:Michael Bryant/The Philadelphia Inquirer via AP

Por meio da cobertura midiática, o caso ganha proporções cada vez maiores e porta-vozes da companhia têm aparecido com frequência nas manchetes de veículos de comunicação. No programa Good Morning America transmitido pela ABC nesta segunda-feira (16) , o CEO reforçou que “As circunstâncias em torno do incidente e o resultado em nossa loja na quinta-feira foram repreensíveis… foram errados”.

Na Filadélfia, o incidente tomou uma dimensão tão elevada que até o prefeito da cidade, Jim Kenney, afirmou que o pedido de desculpas dos diretores da companhia não era suficiente e ordenou uma acurada investigação de suas práticas. “O Starbucks deveria ser um lugar onde todos sejam tratados da mesma forma, sem importar a cor da pele”, disse em declaração.

Últimos fatos

Se não bastasse a fragilidade da própria gestão de crise e a insegurança do mercado com um CEO que ocupa o cargo há pouco mais de um ano, com a reverberação do caso uma nova acusação racista também ocorrida em unidade da rede veio à tona.

Publicado em janeiro por Brandon Ward, homem negro de Los Angeles, o vídeo mostra o rapaz em um debate com os funcionários que negam que ele vá ao banheiro. No decorrer da discussão, um cliente branco defende Ward e diz que ele também não consumiu e não teve problemas para usar os lavatórios.  

Confira abaixo o ocorrido replicado pelo canal Shaun TV:

Procurado para falar sobre os últimos fatos noticiados nesta terça-feira (17) pela imprensa, Kevin ainda não se pronunciou. Segundo assessoria, foi informado que ele está na Filadélfia em uma reunião com o prefeito e o chefe da polícia para buscar formas de gerir os protestos e rever a cultura de sua empresa.

Comovido com os últimos acontecimentos, o baterista Questlove do grupo The Roots indagou nas suas redes sociais se “Esperar em um Starbucks se a pessoa não for negra é um crime?”

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