Saiba o motivo que levou o Magazine Luiza a criar um disque-denúncia interno

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O assassinato de uma funcionária (ao que indicam as investigações) por seu próprio marido no começo de julho levou Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza a implementar um disque-denúncia interno. O serviço exclusivo para funcionários denunciarem crimes de violência doméstica e familiar contra as mulheres da empresa. O magazine oferece às vítimas apoio jurídico e psicológico e auxílio para informar o crime às autoridades policiais. “Fiquei muito assustada”, relembra Luiza, “Ela tinha um plano de carreira, um futuro...”, explica a empresária.

A funcionária fazia parte da empresa havia 13 anos e havia conseguido o cargo de gerente em uma grande unidade do Magazine Luiza após algumas promoções. Nos três primeiros meses de implementação 32 queixas de agressão foram encaminhadas à equipe do Canal da Mulher. 

De acordo com Luiza: “É uma coisa: a mulher agredida é tida sempre como culpada - pela roupa, por tudo. Tenho pedido para meus amigos - homens e mulheres - denunciarem, não esconderem”, diz a empresária. “A gente evoluiu bastante a condição mulher, mas ainda temos que trabalhar por salários iguais, por exemplo. Violência é algo que não podemos aceitar.”

Denise Neves dos Anjos já havia prestado queixas de agressão e lesão corporal contra o marido à 2º Delegacia da Mulher de Campinas, onde morava. Ela foi encontrada amarrada  à cama com um corte no pescoço, fatos que podem indicar feminicídio - homicídios dolosos que são frutos de histórico de violência doméstica, familiar ou desprezo à condição da mulher – mas o crime foi registrado como homicídio simples.

O marido e possível algoz de Neves foi encontrado morto dentro do seu carro. A causa da sua morte não foi divulgada.

O Brasil é o quinto país do mundo em número de mulheres assassinadas no mundo. Esse número do Mapa da Violência de 2015, mostra como o problema é social e por isso pede atitudes protecionistas por parte da iniciativa privada de forma educativa, pontual e de forma a evitarem mortes, o que infelizmente nossa força institucional não é capaz por si só.

As informações são da entrevista de Luiza com o Uol.

 

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