Susto com a saída da Disney? A Netflix previu isso há cinco anos

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Ninguém tem dúvida alguma a respeito do quão disruptiva a Netflix foi com relação ao seu modelo de negócios. Mas, como dizem na maioria das vezes, chegar a algum lugar é relativamente mais fácil do que se manter. Isso supõe que, independente do sucesso, todo mundo precisa dar um novo passo: e a empresa começou a fazer isso há algum tempo.

Percebendo em certo momento que poderia existir uma debandada de produtoras, a Netflix passou a investir cada vez na produção de conteúdo original. Vale lembrar, por exemplo, que na semana passada a Disney anunciou que deve encerrar sua parceria com o serviço de streaming até 2019. O motivo é óbvio, uma das maiores produtoras do mundo quer ter sua própria plataforma.

Qual a vantagem do Netflix? O big data. Em outras palavras, sua capacidade de entender, em tempo real, quais são os principais comportamentos de consumo de seus clientes dentro da plataforma. Não à toa, produções originais fazem muito sucesso como: Stranger Things, Orange is the New Black, House of Cards, Narcos, entre tantas outros. No ano passado, a própria empresa revelou que os produtos da casa performam melhor que outras produções. Veja o gráfico:

Nesta semana, em entrevista para a Variety, o diretor de conteúdo da empresa Ted Sarandos revelou que a plataforma vai investir o montante recorde de U$ 7 bilhões de dólares para turbinar o catálogo em 2018, U$ 1 bilhão a mais que a previsão para 2017. Embora a sua ideia seja aumentar o volume em produções originais, ele confessou que a maior parte dos investimentos ainda estão concentrados na questão do licenciamento. Se está preocupado com o movimento da Disney? Na entrevista ele minimizou a questão: “Começamos a fazer conteúdo original, há cinco anos, apostando que isso iria acontecer”.  

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