Vamos dar uma volta de Ferrari?

Ferrari

Comprar um carro sem ao menos fazer um ‘test drive’, na minha opinião, é esquisito.

O futebol brasileiro é tão unanimidade no Brasil que é possível uma empresa optar por fechar um patrocínio de longo prazo junto a um clube sem ao menos fazer o ‘test drive’. Nós temos alguns casos recentes assim, como a Urbano Alimentos no São Paulo Futebol Clube (SPFC), por exemplo.

O patrocínio pontual no futebol, apesar das críticas de alguns profissionais do mercado, é a porta de entrada para uma experiência que, se bem trabalhada, pode resultar em um patrocínio de longo prazo. Por mais que eu possa imaginar o que é acelerar uma Ferrari, só sentirei mesmo quando pisar no acelerador e sentir a potência do motor. Lógico que para a experiência ocorrer da melhor forma possível serão necessárias algumas dicas importantes de uma pessoa experiente.

Nós temos diversos cases bem-sucedidos de empresas que realizaram ‘test drive’ e, ao sentirem a potência do motor, chegaram à conclusão de que, para elas, estrategicamente, fazia muito sentido estar associada a algum clube por um período longo. Isso não ocorreu da noite para o dia. Foi preciso mostrar que o Marketing Esportivo é muito mais do que simplesmente a logomarca estampada nas camisetas dos jogadores e uma dúzia de ingressos.

Foi preciso demonstrar aos clientes que, para a parceria ter sucesso, há de se engatar a marcha da ativação, ou seja, explorar ao máximo todas as ferramentas do marketing da forma mais calibrada possível. Ativar o relacionamento, a promoção, associar a empresa ao clube, em suma, aproveitar de forma inteligente o fato do esporte, no caso o futebol, ser uma paixão nacional, uma fonte inesgotável de exposição de marca, de emoção.

O final de 2016 para nós da Wolff Sports & Marketing foi um período de grande satisfação, pois tivemos a oportunidade, por exemplo, de renovarmos dois grandes patrocínios, um da Joli com o São Paulo Futebol Clube e o outro da Algar com o Santos Futebol Clube por um período de mais dois anos, ou seja, no mínimo três anos de contrato cada. A Joli, durante vários anos, utilizou a estratégia do patrocínio pontual com diversos clubes em nível nacional e internacional e hoje encontra-se em uma parceria sólida e madura com um dos maiores clubes do país. A Algar testou alguns patrocínios pontuais junto ao Santos e hoje já colhe frutos da força da associação de sua marca ao time. Ambas as parcerias são frutos de ativação e de uma prestação de serviço que vai muito além da intermediação. É um trabalho árduo, diário, que envolve profissionalismo e muita paixão pelo que se faz e que resulta na tangibilidade da entrega do serviço.

Artigo de Fabio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing

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