Walter Longo fala sobre gestão na era das relações fugazes

leadership & innovation

A HSM Educação Executiva, plataforma de conhecimento que faz a ponte entre o cenário global e a realidade brasileira, realizou o evento HSM Summit Leadership & Innovation. Palestras e mesas de discussão pautaram os desafios da liderança no processo de transformação digital. Conceitos e cases foram apresentados para entender o seu papel neste cenário, com a presença de líderes brasileiros e estudiosos internacionais.

No primeiro dia de evento, o Adnews assistiu Walter Longo, presidente do Grupo Abril, falar sobre as rupturas e mudanças que precisou conduzir para transformar a companhia.

Longo começou dizendo o quanto acreditava que “ia digitalizar a Abril”, ao ser convidado para presidir a empresa. O pensamento deu espaço a uma “revisão estratégica” – para o executivo, “tudo na vida é uma questão de crença” e a primeira tarefa, então, foi definir quais crenças guiariam as decisões - seja em nível pessoal ou em nome de uma empresa, como era o caso.

No cenário da Abril, uma das crenças que passaram por revisão foi a de que as “mídias impressas estão com os dias contados”, sentença limitante, e que para o líder, é um ato antecipado e suicida tomado pela própria indústria: “Não vislumbrar um futuro, não significa necessariamente que não haja um futuro [para o meio]” e completa: “papel e digital são complementares e não substituíveis”.

O presidente do grupo Abril destacou que inovação não obrigatoriamente tem a ver com tecnologia e foi além ao pontuar que: “Inovar é olhar para o mesmo negócio com outros olhos”. Entender este fato fez com que a empresa parasse de ver as revistas como “mídia”, ou seja, de forma isolada, passando a vê-las como possibilidade de plataformas. Isto deu espaço para trabalha-las como Marketplace, como exemplo, citou algumas novidades como: GoToShop, GoBox, GoRead, etc.

Passar a ver a mídia como um meio e não fim” transformou a forma como os anunciantes podem trabalhar suas marcas e também falar com consumidores (os próprios e também os das marcas anunciantes), de forma colaborativa, abrangendo temas que conhece e pertence, ao criar conteúdos para leitores que analisa e compreende (já que são, em parte, seus clientes), sem tirar credibilidade do veículo – um outro jeito de se fazer conteúdos publicitários – que, por sua vez, transformou “storytelling” em “storyselling”.

Para Longo, o “coração da nova gestão está na capacidade de adaptabilidade”, está em entender o mundo como efêmero.

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