10 coisas que talvez você não saiba sobre Washington Olivetto

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O Brasil é um país repleto de criativos, porém dentre tantas pessoas que fizeram sucesso, um dos nomes que mais se destacam é Washington Olivetto. Com uma carreira prodigiosa, o paulistano de 66 anos lançou há alguns dias a sua autobiografia Direto de Washington em que conta diversos fatos de sua vida.

No livro, ele fala de histórias que ajudam a compreender como criou o seu melhor personagem: ele próprio. Ganhou o primeiro Leão de Ouro do Brasil em Cannes, conquistou todos os prêmios da publicidade mundial, entrou para o Guinness Book of Records, inspirou personagem de novela, virou letra de músicas de sucesso, nome de pratos em restaurantes famosos, selo do correio no Brasil e vice-presidente do seu time do coração, o Corinthians.

Porém, nas mais de 400 páginas da publicação e nas diversas entrevistas dadas pelo publicitário escapam certos episódios selecionados nesta compilação.

Confira abaixo a lista e nos diga nos comentários se já sabia de tudo que levantamos: 

O pequeno Olivetto

Na infância, ficou isolado por aproximadamente um ano, com suspeita de poliomielite. Nesse período, em que teve que sair da casa dos pais para morar com os tios, Olivetto ficou deitado o tempo todo na cama, longe da escola e sem contato com amigos, apenas os livros. Como consequência, aprendeu a ler com espantosa velocidade. Com cinco anos leu, um por um, todos dezessete volumes da obra infantil de Monteiro Lobato.

Consertar o pneu ou pedir um emprego?

Olivetto estava indo para a faculdade quando o pneu de seu Karmann-Ghia 69 furou. Onde? Em frente a uma agência de propaganda (HGP). Ao invés de trocar o pneu, ele resolveu pedir um emprego. "Eu estou aqui por causa do pneu furado e isso é uma grande oportunidade para você, porque o pneu não fura duas vezes na mesma rua". A estratégia deu certo e assim o publicitário conseguiu o seu primeiro estágio.

Woody Allen inspirou o Garoto Bombril

Essa curiosidade pode ser dividida com Francesc Petit, na época sócio e diretor de arte da DPZ. O próprio Olivetto já falou sobre isso em relato para o livro "Na toca dos Leões", que conta a história da agência W/Brasil. "Estávamos vivendo uma época em que as mulheres se encantavam mais com a fragilidade do Woody Allen do que com a macheza do John Wayne", diz Olivetto em trecho do livro "Na Toca dos Leões".

Reunião de tênis colorido

Numa importante reunião com o banqueiro Olavo Setúbal, na época dono do Banco Itaú, Olivetto foi vestido de Olivetto, sem cerimônias: terno escuro, gravata sóbria e tênis cor-de-rosa da marca "Miss Pig". Em certa altura, perguntado pelo empresário se achava realmente a campanha boa, ele não titubeou:

— Doutor Olavo, o senhor acha que se essa campanha não fosse boa pra cacete eu teria coragem de vir aqui de tênis Miss Pig cor-de-rosa.  

"Homem com mais de 40" é pai de "Hitler"

As semelhanças são evidentes, mas o próprio Olivetto já falou sobre a questão. "Homem com mais de 40 anos", primeiro Leão de ouro da publicidade brasileira, é, esteticamente, o pai de outro Leão de ouro da publicidade brasileira: o filme "Hitler", da Folha de S. Paulo, feito quase 15 anos depois.

O primeiro comercial? Leão de Bronze em Cannes

O primeiro comercial de televisão escrito por Washington Olivetto foi o filme "Pingo", para as torneiras Deca, e ganhou um Leão de Bronze no Festival de Cannes. O publicitário tinha apenas 20 anos.

Formado na prática

Olivetto nunca se formou. Ele largou o curso de psicologia no terceiro ano e o de comunicação no segundo, já envolvido intensamente com o trabalho. Em suas entrevistas, entretanto, costuma dizer que não há nenhum mérito em deixar de estudar. "Eu mesmo me chamo de analfabeto antes que alguém o faça", disse em entrevista à Playboy.

Nasceu no dia certo

Washington Olivetto nasceu em 29 de setembro, Dia de São Miguel Arcanjo, o anjo anunciador, data celebrada no mundo como o dia do anunciante.

Antônio Ermírio de Moraes de Fiat

Em 1991, Washington Olivetto precisava criar uma campanha para o Fiat Prêmio. O publicitário pensou em seu vizinho à época, o empresário Antônio Ermírio de Moraes. A ideia era colocá-lo dentro do veículo. Ermírio de Moraes, sujeito com quase 1,90, entraria no carro e mostraria como o Prêmio era espaçoso. Só tinha um problema: o empresário não participaria da campanha pelo cachê. A solução foi ressaltar no filme que Antônio Ermírio de Moraes havia doado o pagamento para uma instituição de caridade.

Juca Kfouri inventou sem querer o título "Democracia Corintiana"

O Corinthians havia acabado de contratar Olivetto como vice-presidente de marketing, cargo criado especialmente para ele. A política que se respirava nas universidades, sindicatos e partidos acabaria chegando ao Corinthians. No primeiro debate público sobre o movimento de renovação do clube, o jornalista Juca Kfouri agradeceu a presença de todos: "Estamos tendo o privilégio de ver nascer a democracia corintiana". Washington ouviu aquilo, pegou um pedacinho de papel e escreveu "Democracia Corintiana" e o guardou no bolso. Acabava de ser batizada a revolução que ia virar o clube de ponta-cabeça, no bom sentido.

 

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