5 polêmicas que agitaram o mês de agosto na propaganda

baianos

O teor das propagandas tem sido discutido como poucas vezes na história da comunicação. A internet potencializou bastante esse movimento, com alguns reflexos evidentes em campanhas que são criticadas e denunciadas pelo público. Esses ruídos geram impacto nos rumos estratégicos das empresas, que muitas vezes precisam revisar sua mensagem, tirar peças do ar e mesmo pedir desculpas pela escorregada. Este é o novo mundo da comunicação, cujo principal traço é a horizontalização das relações entre pessoas e marcas.  O mês de agosto reservou ao mercado inúmeros debates. Confira abaixo alguns deles:

A intenção era boa

O mais recente burburinho aconteceu com a campanha da Renault "Viajar Quebra Preconceitos", que tinha como intenção ir contra estereótipos. Ideias do tipo são sempre boas e bem-vindas, o problema, neste caso, foi a execução dos filmes, que degradou grande parte do público. Alguns deles utilizaram termos como "Baianos São Lentos" e "Cariocas São Malandros" nas redes sociais. Os vídeos foram retirados do ar pela marca, que também fez um comunicado pedindo desculpas, mas alguns foram repostados pelo público.    

Um autojulgamento

Este foi um caso curioso. O órgão de autorregulamentação Conar, que costuma julgar o teor das peças publicitárias, recebeu denúncias pelo tom de sua própria campanha “Opções”, assinada pela AlmapBBDO. O trabalho de comunicação fala em “separar o que é gosto pessoal do que é ofensivo e ilegal”, mas acaba entrando de uma maneira não muito bem recebida por parte do público na questão da diversidade. Não à toa, a entidade precisou abrir um processo para julgar o viés de sua própria campanha.

Azedou no reality

A vitória da participante Michele Crispim quase ficou comprometida na final do Masterchef, tudo por conta de um coco estragado. A competidora sentiu um cheiro estranho no item de sua sobremesa e, ao provar, concluiu que a fruta estava azeda. O problema? O supermercado oficial do programa, onde os cozinheiros “compram” seus produtos é o Carrefour. Relembre clicando aqui.

Uma lição para aprender

Duas universidades e seus garotos-propaganda também tiveram suas peças questionadas pelo público neste mês. A Anhanguera com Luciano Huck e Rodrigo Faro com a Unopar. Ambas propagandas tinham como frase principal a seguinte “pérola”: “Torne-se professor e aumente a sua renda”. Para grande parte do público, a mensagem menospreza a profissão de professore e, o que é pior, foi veiculada em nome de uma instituição de ensino. As duas entidades precisaram pedir desculpas nas redes sociais.

Licitação da discórdia

Na semana passada, a Justiça afirmou ter encontrado irregularidades e suspendeu a licitação da conta digital da Apex, a Agência de Promoção de Exportações do Brasil. A concorrência foi vencida pela Isobar, com um contrato que vale R$ 10 milhões. Clique aqui para ver mais informações sobre o caso. 

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