Campanha transforma vítimas de tráfico sexual em estudantes de direito

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A Índia tem alguns números chocantes sobre os mais diversos temas, mas um deles é especialmente grave: mais de 1,2 milhões de crianças no país trabalham de maneira forçada em bordéis. Essas meninas, algumas com apenas sete anos de idade, são raptadas de suas casas e vendidas para o tráfico sexual. No entanto, curiosamente, apenas uma pequena porcentagem dos casos é denunciada ou levada para os tribunais.

Na tentativa de mudar isso, o movimento Free a Girl, uma organização que luta contra o tráfico de seres humanos, e a agência J. Walter Thompson Amsterdam, criaram um programa para as vítimas da prostituição infantil. A ideia é capacitá-las para chamar a atenção do sistema legal.

A School for Justice atua tanto como uma instituição tradicional de ensino, quanto como um programa educacional, que apoia meninas de todos os níveis escolares com ajuda financeira e a mentoria que elas precisam para atingir o nível universitário. Uma vez que elas estão matriculadas no programa de Bacharelado de Direito da Escola de Justiça, passam cinco anos aprendendo a se tornarem advogadas e promotoras, com todas as ferramentas necessárias para desafiar o sistema jurídico da Índia. O programa é oferecido em parceria com uma das universidades de direito mais respeitadas do país.

"Quando descobrimos que praticamente nenhum criminoso responsável por esses crimes é punido, rapidamente percebemos que uma campanha publicitária comum não iria adiantar. Tivemos então a ideia de criar uma escola, onde as vítimas da prostituição desde criança são ensinadas sobre as leis, assim possibilitando que elas utilizem essas mesmas leis para defender a causa. A Escola de Justiça é uma solução muito real para um problema, além de uma ideia de comunicação para aumentar a conscientização", afirmou Bas Korsten, diretor executivo de criação da J. Walter Thompson Amsterdam

A primeira turma com 19 jovens começou as aulas no último dia 6 de abril. Aqueles que desejam apoiar o programa e seus alunos podem fazê-lo através do site oficial do projeto.

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