Publicitário conta como criou o Uberfolio para arrumar emprego

Lucas

Lucas Vidigal terminou a faculdade de Publicidade e encontrava dificuldades pra ultrapassar a barreira entre recém-formado e profissional. Cansado de tentar chegar perto de diretores de criação que sempre estavam sem tempo, ele teve uma ideia: se o futuro chefe não vai até mim eu vou até ele – de Uber.

E foi a partir deste insight que surgiu o Uberfolio, projeto que agenda caronas com executivos para que o jovem possa mostrar seu trabalho e o possível contratante não se atrase para seus muitos compromissos. A criação que está no início deu tão certo que a notícia se espalhou com grande velocidade e já foi veiculada em diversos portais de comunicação.

Para entender melhor a invenção, tivemos um rápido bate-papo com o idealizador desta iniciativa. Acompanhe abaixo como foi a conversa:

Qual sua formação?

Sou redator nascido em Goiânia, formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de Piracicaba e 1/4 da minha formação foi na University of East London onde fui bolsista e descobri o gosto pela criação. 

Quais foram suas inspirações para essa ideia? 

Na verdade foi mais um problema do que uma inspiração. E no meu caso, o problema era conseguir chamar a atenção de alguns diretores de criação com os quais eu sonhava em trabalhar, mas não conseguia fazer contato. Como eles são profissionais ocupadíssimos, tentei pensar em algo para furar esse bloqueio e chamar atenção deles. Foi então que surgiu a ideia do Uberfolio. Mas não nasceu redondinha como está, isso foi resultado de vários testes até dar certo. 

Ela surgiu ao acaso em um lampejo ou foi pensada durante um tempo?

Não foi um lampejo, foi algo pensado e testado. Afinal, tinha toda a logística e as preocupações que se não desse certo, poderia surtir um efeito contrário ao qual eu queria. Falando em tempo exato, foram dois meses, da faísca da ideia até coloca-la na rua. 

Como foi a primeira vez usando o Uberfolio na prática?

Foi um alívio. O diretor de criação ficou satisfeito, foi o tempo de ele ver meu portfólio inteiro, bater um papo e ainda chegar na agência no horário. Quase um serviço inglês: pontual e confortável. E claro, fiquei muito feliz no dia, pois o projeto estava saindo do papel e acontecendo.

Como é a resposta dos futuros chefes?

As respostas foram satisfatórias no geral, gostaram da pasta e se amarraram no projeto. O difícil é o momento de crise, pois muitas agências estão cortando funcionários e os diretores de criação acabam não tendo vaga para oferecer. E isso é pior ainda pra quem está começando e quer entrar no mercado como estagiário profissional ou júnior. 

O que tem achado da repercussão de sua criação?

A primeira divulgação foi no Clube de Criação e teve uma boa repercussão no mercado, isso foi o que ajudou o projeto a ir para a rua de fato. Depois começou a tomar uma dimensão maior, foi publicado no Hypeness, Catraca Livre e a ideia não ficou limitada somente ao meio publicitário. Pra mim, isso teve um gostinho especial e fiquei bem contente. 

Se pudesse escolher, onde trabalharia?

O meu "G4" dos sonhos é: AlmapBBDO, CP+B Brasil, F/Nazca Saatchi & Saatchi e Wieden+Kennedy. Coloquei em ordem alfabética e não de preferência. 

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