O ano do empoderamento feminino na propaganda

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	Segundo filme da campanha &quot;Like a Girl&quot;, de Always (reprodu&ccedil;&atilde;o/YouTube)</p>

Não há como negar que este foi o ano do empoderamento feminino. O assunto foi discutido em diversos momentos na sociedade, sendo tema de debates nas redes sociais, ganhando as capas de revistas, o cinema e a TV.

Como não poderia deixar de ser, a publicidade aproveitou a onda e em muitos momentos soube surfá-la muito bem. Se em 2014 campanhas como "Like a Girl", de Always, já vinham colocando a discussão em pauta – e ganhando merecidos Leões -, este ano veio para firmar de vez o importante assunto na publicidade.

A grande questão é: toda marca precisa e tem condições de abordar o tema? Segundo Viviane Duarte, jornalista e fundadora da plataforma Plano Feminino, não basta apostar no que ela chama de "o raio empoderador". Para a especialista, é preciso ter uma proposta verdadeira de emporamento que leve em consideração o poder das mulheres como consumidoras. "Não passarão despercebidas as marcas que insistirem em manter um discurso machista e que subestime a influência das mulheres na construção de reputação e performance no mercado", declara (confira a entrevista na íntegra aqui).

Enquanto algumas marcas insistem no velho discurso machista, outras entenderam o recado da "primavera das mulheres" e souberam aproveitar bem o assunto em campanhas que repercutiram durante o ano. Confira alguns exemplos abaixo (para saber mais sobre cada campanha, basta clicar no título):

Barbie: "você pode ser o que você quiser"

O fato de ser um assunto recente não faz com o que o empoderamento feminino fique longe das campanhas de marcas tradicionais. Prova disso é a Mattel incentivando meninas a serem o que elas quiserem em uma campanha de um de seus brinquedos mais antigos, a Barbie.

A imparável "Like a Girl"

Como "não se mexe em time que está ganhando", a Always continuou apostando na campanha "Like a Girl". Em 2015, a marca lançou o filme "Unstoppable", desta vez com meninas literalmente destruindo estereótipos de gênero.

O fim dos "nãos"

A marca de cosméticos quem disse, Berenice? resolveu literalmente riscar os "nãos" que a sociedade muitas vezes impõe na vida das mulheres, limitando-as e tentando moldá-las de acordo com padrões.

Beleza que faz sentido

Outra marca de comésticos que saiu de sua zona de conforto para falar sobre o empoderamento feminino foi a Avon. O reposicionamento global da marca inclui apoio a pesquisas sobre violência de gênero e incentivo a independência da mulher. Para anuncia-lo, a marca lançou a campanha "Beleza que faz sentido".

"Pai, me ajude: nasci menina"

O maior perigo de todos pode ser nascer mulher. Isso porque as agressões de gênero, que vão desde assédios sexuais "cotidianos" até mutilação genital, não levam outra coisa em consideração. Para levantar o tema e chamar a atenção principalmente dos homens para o problema, a instituição norueguesa Care Norway criou a campanha "#DearDaddy. O filme, que vem comovendo a internet, traz uma garota deixando um recado ao seu pai sobre os perigos que ela vai correr simplesmente por nascer mulher.

Parece 1915, mas é 2015

Para mostrar como, em pleno 2015, o pensamento da sociedade ainda é muito machista, a ONG Equality Now resolveu convidar meninas para analisar algumas manchetes e dizer de qual ano elas eram, 1915 ou 2015. Os fatos que elas acreditavam serem do século passado eram, na verdade, do ano em que vivemos. 

A campanha foi criada pela Focus Features para promover o filme "Suffragette", que narra a luta de mulheres britânicas pelo direito ao voto. O longa é estrelado por Meryl Streep, Carey Mulligan e Helena Bonham Carter.

Who run the world? 

A revista Elle lançou este ano a campanha global "#MoreWoman", que pretende incentivar mulheres a ocuparem cargos de poder. Para lançar a ação, o veículo resolveu denunciar o fato de que elas são a minoria entre os poderosos, retirando os homens de fotos e deixando apenas (as poucas) mulheres. 

Redação Adnews

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