O casamento entre Skol e F/Nazca no texto apaixonado de Fabio Fernandes

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Se o matrimônio entre celebridades costuma durar apenas algumas edições da Revista Caras, o mundo da propaganda também tem seus romances relâmpagos, sobretudo quando bate forte aquela onda de incompatibilidade de ideias e pretensões entre agências e clientes. Alguns casos, entretanto, andam na contramão. Um deles é a parceria entre F/Nazca e Skol, que perdura desde 1996.

E quem poderia explicar essa relação duradoura melhor que o CEO e diretor de criação da agência, Fabio Fernandes? Foi o próprio quem desenvolveu o conceito "redondo", que ele mesmo coloca como “quase um sobrenome da marca”, e que resiste à força do tempo. Confira abaixo um texto escrito pelo publicitário (postado originalmente em seu perfil no Facebook) sobre a conta mais antiga de sua agência.

Em novembro de 1996 eu comecei a trabalhar para a Skol. 
Alguns meses depois, tive a sorte de criar o conceito que a marca carrega até hoje. 
Orgulhosamente.
Na sua comunicação.
No seu DNA.
Em cada ponto de contato com o consumidor, com os acionistas, com o formador de opinião. 
Até no seu rótulo está lá gravado com destaque. 
A cerveja que desce redondo.
É quase o sobrenome da marca. 
Uma coisa que poucas marcas no mundo têm.
Um posicionamento simples, popular, único, incorporado à própria personalidade do produto. 
E absurdamente longevo.
Nesses 20 anos, nós produzimos mais de 600 comerciais de televisão, milhares de materiais gráficos (de anúncios a cartazes de ponto-de-venda), centenas de spots de rádio, outras centenas de ações digitais, posts, videos, banners, promoções, design de embalagens, etc, etc, etc.
E, acredite, depois de 20 anos eu ainda me excito feito criança pequena diante de cada desafio com cara de impossível, com cada continuação com cara de recomeço, com cada nova peça com cara de original que a gente põe na rua. 
Depois de 20 anos eu, o chato, ainda brigo, argumento, digo que vou desistir, não desisto, me inflamo, beijo, amo, cada um dos inúmeros profissionais, os tais clientes, que estão ou que passaram pela Ambev.
Todos eles escreveram e seguem escrevendo, para sempre, seus nomes na história dessa marca.
E, como já passei de todos os limites de pieguice e pretensão, digo que fazem mais.
Escrevem seus nomes na história da propaganda. 
Porque acho que não existe história da propaganda no Brasil se não contarem a história da Skol. 
Neste longo namoro, com raríssimas exceções, só encontrei pessoas vibrantes, loucas, apaixonadas, teimosas, idealistas, irritantes e inconformadas como eu. 
Iguais às daqui, do lado da F/Nazca, que constroem artesanalmente essa marca todos os dias ao longo desses inimagináveis 20 anos.
Por isso esse texto é uma homenagem a esses personagens abnegados e passionais - que não sei porque, eu atraio que nem imã - que me fazem vir trabalhar com paixão e brilho nos olhos todos os dias desses quase 23 anos de F/Nazca. 
 Além disso, esse texto também é a forma que encontrei para mostrar a vocês, em primeira mão, o novo filme da nossa campanha de verão.
Mais um, desde os longínquos anos 90 quando criei o primeiro de todos, usando a imagem de um raio-x irônico e tosco, que flagrava um quadrado descendo goela abaixo de um sujeito esquisito em um bar.
E uma setinha redonda na garganta do mocinho bem ali ao seu lado. 
Muita coisa mudou na nossa forma de contar as histórias da Skol ao longo dessas duas décadas.
Tanto quanto toda a nossa sociedade mudou - em muitos casos, para melhor - ao longo deste tempo.
Só não mudou a maneira como eu suo, brigo, me esfalfo, discuto, exijo, recuo, fico grato aos parceiros de produção, do atendimento, da mídia, do RTV, da criação, do planejamento e daquele bando de maluco da Ambev.
Sobretudo, não mudou o jeito como, ainda hoje, eu me emociono a cada trabalho que fica pronto.

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