O recurso da poesia na propaganda

poesia e propaganda

Muita gente entende a poesia apenas como uma maneira de definir um texto. Entretanto, num sentido mais fluido, solto e recorrente, ela pode ser encarada como uma forma de arte, não necessariamente verbal. Uma frase atribuída ao poeta chileno Pablo Neruda, autoridade no assunto, endossa esse discurso. "Sobre a terra, antes da escrita e da imprensa, existiu a poesia". Seja como for, em forma de texto, música ou qualquer outra manifestação artística, ela também é usada por criativos de toda a sorte para abrilhantar mensagens publicitárias e conceitos vinculados a marcas, produtos e serviços. Nada mais acertado, já que a poesia é uma das maneiras mais eficazes de se mexer com os sentimentos humanos.  

Carinhoso eternizou o Chambinho

“Meu coração, não sei por que/ Bate feliz, quando te vê / E os meus olhos ficam sorrindo/ E pelas ruas vão te seguindo/ Mas mesmo assim, foges de mim.” Existe alguma maneira de pensar nessa canção poética de Pixinguinha e não lembrar da antiga propaganda do Chambinho? Difícil, né?

O que faz você feliz? Campanha do Pão de Açúcar na voz de Clarice Falcão

"O que faz você feliz?

Você feliz o que é que faz?
Você faz o que te faz feliz?
O que faz você feliz você que faz!
Pra ser feliz
Pra ser feliz
O que você faz pra ser feliz?"

Carro versus bike (e vice-versa) na campanha da Caloi

Inspirado no poema “Não te amo mais”, de Clarice Lispector, o filme é uma espécie de manifesto da empresa pelo uso consciente da bicicleta e, assim como o poema de Clarice, pode ser visto de duas maneiras: o modo convencional ou de trás pra frente.

Apple cria anúncio com discurso poético de Sociedade dos Poetas Mortos

A famosa marca da maçã idealizada por Steve Jobs sempre soube como entrar no coração das pessoas. A narração do filme abaixo é um discurso do professor John Keating, representado por Robin Williams no filme ‘Sociedade dos Poetas Mortos’. Uma bela poesia.

 

Natura nos convida a trazer mais poesia no dia-a-dia

Criado pela Taterka, o filme traz em uma fotografia diferenciada: Detalhes e sensações corporais trabalham o conceito “Mais poesia para sua rotina”. A intenção é despertar os sentidos e estimular as reações no espectador, por meio das texturas das imagens que falam sem palavras.

Google usa William Shakespeare

O filme abaixo conta a história de um homem chamado Tom e utiliza trechos do poema “The Seven Ages of a Man”, da peça “As you like it”, de William Shakespeare. No comercial, o poema é lido pelo ator inglês Benedict Cumberbatch. A ideia foi destacar como a plataforma de rede social do Google permite que as pessoas possam compartilhar momentos importantes de suas vidas.

Unimed BH – Simples e matador

Um senhor narra um belo texto. Nele, há uma “troca” inusitada e inteligente que embaralha os sentidos do corpo humano.

“Find Your Words”

Declamando letra da canção “I”, do rapper americano Kendrick Lamar, a campanha sobre depressão dos planos de saúde Kaiser promoveu uma mensagem poderosa sobre superação, luta e batalha contra depressão.O próprio músico nunca escondeu lutar contra a doença. No vídeo, um menino recita trechos versos de “I” enquanto anda por seu bairro ao cair da tarde.

Lembrou de alguma propaganda que não foi citada? Deixa um comentário contando para a gente adicioná-la!

Deixe seu comentário: