Fini mostra como uma marca pode crescer junto com o seu público

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Um dos segredos de uma boa comunicação é conhecer com quem se estabelece o contato. Para uma marca, entender o público e as plataformas certas para estabelecer conversas é essencial para sua relevância. Conhecida como uma empresa de guloseimas, a Fini mostra que acompanha o amadurecimento de seus clientes e as mudanças comunicacionais da autalidade em um reposicionamento que em pouco tempo já engaja milhões de pessoas.

Convidado para ministrar um workshop sobre conteúdo para as novas gerações, Luiz Henrique Ferreira, gerente de comunicação da companhia no Brasil, participou da última edição do Engage Prague.

Ocorrido em maio (16 a 18), o evento realizado pela Socialbakers, startup global de análises e consultoria em mídias sociais com sede na capital da República Tcheca, atrai milhares de pessoas de diversos países para compartilhar ideias sobre social media.

Em sua apresentação, o executivo compartilhou para pessoas de diversas áreas e regiões como se deu o rebranding da Fini. Na ocasião, ele falou como a marca utiliza em parceria com a Fri.to cada rede social para estabelecer um tipo de contato específico, comentou sobre as ativações que têm divertido participantes em grandes feiras e também falou sobre o novo “Mundo Fini” da empresa.  

Para falar sobre reposicionamento, engajamento nos dias de hoje e como é possível uma marca crescer junto com o seu público, conversamos direto de Praga com Luiz Henrique. Confira abaixo o bate-papo:

Como é a estratégia de comunicação da marca no Brasil?

A Fini busca no país, cada vez mais, chegar perto do público jovem adulto. Inclusive, por isso fui convidado para o Engage Prague, para falar sobre comunicação com a geração Y e Z. A estratégia de comunicação é chegar mais perto desse público. O nosso público cresceu e nos crescemos junto com ele. 

Não queremos ser vistos como uma marca infantil e essa é uma batalha que temos travado e temos colocado isso no posicionamento nova da marca. Antes nossa assinatura era "Combina com você" e trocamos desde abril do ano para "Abriu, Sorriu", muito mais especifica, muito mais nossa. Dessa maneira, procuramos construir em nossos pontos de contato um posicionamento de sermos "a marca que cria as boas surpresas do dia". 

De algum tempo para cá, a Fini tem se especializado cada vez mais em criar experiências e gerar conversas, como foi desenvolvida essa estratégia?  

Começamos essa brincadeira na Comic Con em 2016. Foi a nossa primeira aparição em um evento grande. A partir dali nos testamos e viu que deu certo. O que fizemos, de certa forma não foi uma ativação tão grande, mas foi legal para testarmos o quanto o público estava receptivo. 

Daí começamos a participar de eventos com a proposta de levar coisas diferentes. Sempre que vamos para um evento pensamos não só em levar um rostinho bonito dando produto, mas buscamos criar experiências únicas. É importante a marca não ser apenas algo para vender produtos, mas uma plataforma que crie experiências relevantes que agreguem ao público.

Quais as principais ativações que você ressalta?

Na primeira edição da Comic Con levamos a garra na versão convencional. A partir disso, amplificamos a ideia e nos próximos eventos a transformamos em um negócio enorme que levamos para a Comic Con e a BGS que nomeamos de vending machine humana. Nela, as pessoas são içadas até quase três metros para pegar as balas Fini. 

Fizemos também uma vending machine que a pessoa "comprava bala com sorriso". A brincadeira consistia em uma ativação que reconhecia facialmente o público e quando a pessoa sorria, a máquina disponibilizava um pacotinho sortido. Quando o participante não sorria o suficiente ela até chegava a solicitar mais animação. 

Daqui há uma semana, estaremos no Greenk, um festival de sustentabilidade para o mundo Geek voltado para conscientização sobre o lixo eletrônico. Estaremos lá com uma ativação focada no evento. 

Como a Fini comunica esse "Mundo Fini" nas redes sociais? 

Enxergamos cada um dos canais como um ser único e distinto. Cada usuário que tá no Facebook, Instagram e Twitter, é diferente. Não podemos criar uma comunicação que se replica em todos os lugares por que as pessoas que usam cada plataforma são diferentes. Criamos pensando em cada um dos meios. Enxergamos cada plataforma como um ser distinto e vivo. 

Para criar conteúdo, seguimos as editorias que criamos a quatro mãos com a Fri.to e desenvolvemos nestes dois anos de parceria outras formas de comunicar. Se tem um lançamento, por exemplo, falamos de um jeito e em postagens de oportunidade colocamos de outra maneira. Sempre preocupados em não fazer algo forçado e que pareça natural. 

Qual o desafio de criar para millennials?

O maior desafio atualmente é chamar a atenção das pessoas em meio a um mundo com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Daí a importância de ser relevante e único no que você faz. Por que esse indivíduo é atingido por informações de todos os lugares. Não só posts das marcas, mas até mesmo a família das pessoas. Então, temos que ser algo que gere identificação, que não seja feito só para descer a timeline. 

É imprescindível criar uma comunicação que as pessoas se identifiquem. Temos que pensar em algo que o usuário veja e pense: Nossa, consigo me imaginar vendo Netflix e comendo Fini. Dessa maneira acredito que conseguimos fazer parte dos momentos das pessoas. 

O bella Fini, bella Fini, bella Fini, Fini, Fini.

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Qual o balanço das mudanças feitas na comunicação da Fini?

É positivo. Quando alguém gosta de uma marca, ele não quer só curtir a fanpage, ela quer conversar e se engajar com ela. Para ter uma ideia, em nossa página no Twitter, as pessoas nos pedem em casamento. 

Não fazemos TV o tempo inteiro, apenas em épocas especificas anunciamos em televisão paga. Nos apoiamos muito no digital e achamos que se a companhia cresce dois dígitos por ano, não dá pra dizer que tá dando errado e achamos que seguimos pelo caminho certo. 

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