Microinfluenciadores são responsáveis por 66% do conteúdo das redes

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Lorrayne Mavromatis, youtuber que deixou região caribenha após a devastação do furacão Irma, viu suas redes crescerem 1.473% em poucos dias

Uma vez que redes sociais se tornaram referência na busca de conteúdos e informações, grandes empresas passaram a se associar com influenciadores digitais, mas compreender qual a melhor estratégia para isso se tornou um desafio constante. Pensando nisso, a Airstrip Group, empresa de tecnologia e mineração de dados provenientes das redes sociais, realizou um estudo a partir de sua base de mais de 1.1 milhão de perfis monitorados, que explica como posts contribuem para o marketing de influência.

Nos últimos 90 dias, essa mesma base gerou 560 milhões de post, o quais foram analisados pela empresa, sob três pilares: mudanças no comportamento das redes sociais, estratégia com micro influenciadores e o impacto de posts patrocinados.

Para sócio, Luis Otávio Cambraia, entender exatamente quem são os micros e macroinfluenciadores e como eles são relevantes na estratégia de comunicação das empresas é o diferencial para o sucesso das marcas. “O primeiro passo é fazer uma seleção de perfis de acordo com a relevância do influenciador dentro das categorias desejadas. Ele deve ter ao menos 30% de relação com o tema desejado. Em seguida, filtramos aqueles de acordo com a qualidade de engajamento a partir da pontuação na nossa ferramenta e, para finalizar, fazemos a distribuição de perfis entre os diferentes tamanhos de base”, explica.

O levantamento mostra que perfis com base de seguidores de até 20k são os que mais geram conteúdo, sendo responsáveis 66% dos mesmos. Outros 24% estão nas mãos de quem tem entre 20k e 100k seguidores. Ou seja, 86% do conteúdo analisado foi gerado por perfis com base de audiência menor de 100k. Influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores geram apenas 2% dos posts.

Além de analisar o volume de posts, o estudo identificou queda de interesse do público em postagens pagas. No Instagram, por exemplo, perfis com mais de um milhão de seguidores tiveram uma queda de 47,3% de engajamento em publicações identificadas como patrocinadas por marcas através do uso de hashtags como #ad, #publi #publipost, entre outras. Já nos perfis entre 20k e 100k, os posts tiveram 24,7% a menos de comentários e curtidas. No Facebook, essa queda se deu em 35,8% e 21,6% para os mesmos grupos.

Para explicar esses números, uma vez que nota-se que os influenciadores estão gerando conteúdos relevantes para as marcas, Luís Cambraia ressalta que “os seguidores são sensíveis aos conteúdos patrocinados. Além de um olhar criterioso para o perfil do influenciador versus o contexto onde a marca está inserida, há ainda a necessidade de autenticidade na criação do conteúdo, uma vez que ele determina a taxa de engajamento e garante maior ROI para as marcas”.

A Airstrip analisou ainda o crescimento das redes sociais e os assuntos mais comentados em cada rede. No último ano, o Youtube foi a rede social que mais gerou alcance para seus usuários, totalizando 108,2% de crescimento das bases. Em seguida, vêm o Instagram com 63,3%, o Facebook com 44,8% e, por último, o Twitter com crescimento de apenas 30,5%. Dos assuntos mais comentados, futebol e política saem à frente no Facebook, já no Instagram, o assunto preferido dos usuários varia entre moda e fitness. 

Dentro dessa análise de comportamento das plataformas, alguns perfis foram destacados, mostrando que as redes sociais estão conectadas ao offline, como um termômetro realtime ou agente de disseminação espontânea:

Entre 100k e 300k:

  1. @paratudoo cresceu %762%
  2. @crispimicheli cresceu 302%
  3. @mandycandyreal cresceu 102%

Entre 300k e 1M:

  1. @lorraynemavromatis cresceu 1.473%
  2. @negblack cresceu 268%
  3. @silveropereira cresceu 127%

Acima de 1M

  1. @pabllovittar cresceu 92%
  2. @paulinhop8 cresceu 46%
  3. @rafaeluccman cresceu 36%

Michele Crispim, ganhadora do Masterchef, viu suas redes crescerem 302% nos últimos 90 dias

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