Por mais subjetivos que sejam, não há como ignorar os algoritmos

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Ainda que grande parte da população hesite em passar dados na internet, muitos acabam optando pela facilidade quando o botão "entrar pelo facebook" aparece em algum site ou e-commerce. Essa simplicidade foi parte do tema que Amanda Jurno, doutoranda da UFMG, propôs em uma conversa que olhasse para as mídias sociais sob a ótica de como elas interferem nas nossas experiências diárias - seja do lado da criação (de conteúdo, produtos e serviços), seja do lado do consumidor, que é trackeado o tempo inteiro. E já adiantou a dualidade existente no tema. A discussão também abordou questões acerca de Big Data, Inteligência Artificial, códigos, segurança e ação dos algoritmos no acesso a redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter. Cobrimos esta e outras exposições para trazer o tema e quem sabe insights até você.



Até que ponto é pertinente que todos saibam onde vamos e estamos o tempo todo? Quais dados estão sendo armazenados? Se por um lado, a realidade já existente nos EUA, por exemplo, de unir todo seu histórico médico em um unico registro disponível online permite acesso, pelo hospital, a informações importantes de forma rápida e direta, por outro ela também dá a mesma possibilidade para os planos de saúde, que levam em consideração cada caso especificamente para calcular o tipo de plano, suas peculiaridades e custos. Jurno comentou sobre a exclusão da possibilidade do consumidor em não citar alguma informação neste arranjo.

Também foi considerada a "homogenização" causada pelo antagônico "marketing direcionado" (que se orienta por dados e algoritmos) que, ao mesmo tempo que fala especificamente com cada pessoa, de forma assertiva, também sofre uma categorização, já que os algoritmos organizam nossos gostos. Amanda questiona: "Neste paradoxo, onde fica a diferenciação?". Ela também cita a possibilidade de, como os algoritmos são passíveis de erros, eles podem desencadear e reforçar esteriótipos e preconceitos, como é o caso de um case infeliz da Microsoft

A intenção não é causar medo ou aversão a este ambiente ou às tecnologias e leituras de dados (por mais subjetivas e mutáveis que sejam), mas sim conhecer o que é feito e como é lido este caminho sem volta de consumo na internet e "exigir transparência com os dados", finalizou a estudiosa. 

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