Elon Musk quer fazer o que Bill Gates não conseguiu: banda larga via satélite

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Nem somente de promover automóveis da Tesla vivem os testes da Space X, a empresa de exploração espacial de Elon Musk. Na última quarta-feira (14) ela ganhou também a permissão do governo americano para tentar desenvolver um sistema de internet banda larga por meio de satélites.

Com a aprovação do FCC (Federal Communications Commission), nos Estados Unidos, é possível que os primeiros testes sejam realizados já no próximo sábado (17), na Califórnia. "A tecnologia de internet via satélite pode ajudar americanos que vivem em áreas rurais a se conectarem", disse Ajit Pai, presidente da agência regulatória, por meio de um comunicado encaminhado para a imprensa.

A ideia é o usar o foguete Falcon 9 para transportar um satélite da empresa espanhola Hisdesat e mais dois da própria Space X (Microsat-2a e Microsat-2b) e assim, de acordo com os planos de Musk, fazer a exploração comercial dos satélites para financiar os custos de criar uma cidade em Marte.  

Há por parte do governo americano uma boa vontade em ajudar a viabilizar o projeto e incentivar tecnologias e investimentos que possam trazer conectividade para diversas áreas ainda sem cobertura de internet. Estima-se hoje que mais de 15 milhões de pessoas nos Estados Unidos, em áreas rurais ou indígenas, não tenham conexão com a web.  

Os satélites podem gerar uma conexão equivalente a 1 gigabyte por segundo.

Bill Gates também tentou

A Teledesic foi uma empresa fundada na década de 1990 para construir uma constelação comercial de satélites de banda larga para serviços de Internet. A ideia seria usar satélites de baixa órbita terrestre e pequenas antenas para fornecer ligações de até 100 megabytes por segundo e downlinks de até 720 megabytes por segundo.

O projeto total, orçado em mais de nove bilhões de dólares, conseguiu investimento inicial do fundador da Microsoft, Bill Gates, e do príncipe saudita Alwaleed bin Talal. Entretanto, a falha comercial dos empreendimentos similares da Iridium e da Globalstar (composto por 66 e 48 satélites operacionais, respectivamente) e outros sistemas, foram os principais fatores para suspender os trabalhos de construção de satélites em 2002. 

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