Teads Talks: Inteligência Artificial e personalização de conteúdo guiam a inovação no mercado publicitário

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A Teads, inventora do vídeo outstream e viewable marketplace #1 no mundo, surgiu em 2011, na França, com a proposta de apresentar um novo tipo de publicidade em vídeo que não fosse intrusiva como os modelos convencionais amplamente difundidos na internet. Pioneira mundialmente nessa proposta, a empresa expandiu fronteiras e no ano passado cresceu 150% só no Brasil.

Tendo como princípios o respeito à experiência do usuário e a criação de formatos sob medida para os anunciantes, a companhia multinacional conquista cada vez mais a confiança do mercado. Conhecida por promover encontros que propiciam a troca de ideias, a companhia realizou nessa última semana (07) a segunda edição do Teads Talks. Dessa vez, o tema abordado foi Inovação.

O evento aconteceu no Hotel Fasano Boa vista, localizado no interior de São Paulo e contou com nomes como André Mendes, CEO da Johnson & Johnson, Taciana Lopes, Diretora de Marketing da Visa, Paulo Silva, ex-CEO do Walmart e fundador da RockOn Advisors, Roberto Gnypek, Vice-Presidente de Marketing do McDonald´s, Guga Stocco, CEO da MoneyEx e co-fundador da Domo e Todd Tran, Chief Strategy Officer da Teads.

Qualidade antes da inovação  

Dando início às apresentações, o Chief Strategy Officer da Teads, Todd Tran, apresentou um paralelo entre qualidade e inovação. Apesar das novidades serem um atrativo para o consumidor e até mesmo para o mercado, qualidade é o que, segundo ele, leva as empresas ao sucesso.  "Com tanta poluição na web como fake news e fraudes - uma porcentagem que pode chegar a 15% -, nós nos esforçamos para resgatar a confiança do usuário”.

Diante de uma internet inundada por conteúdo de qualidade duvidosa, Todd afirma que “A qualidade vem para propiciar uma boa experiência ao usuário. Parceiros com publicações profissionais e livres de fraudes facilitam a veiculação de uma publicidade mais assertiva. Por meio de soluções holísticas provemos um trabalho em conjunto com os clientes, pois acreditamos sobretudo que as pequenas coisas importam sim e elas reverberam em todo o sistema”.

A personalização do marketing no Teads Studio

Em linha com essa perspectiva, Bertrand Cocallemen, Head do Teads Studio Latam, mostrou alguns exemplos de sucesso desenvolvidos internamente. "Tecnologia por tecnologia não conecta nada, o insight da publicidade ainda é humano. Por isso, a personalização é o futuro já que entende que cada usuário é único e cada um precisa de uma propaganda diferente", afirmou o executivo.

Um desses exemplos é a parceria entre a Teads, Unilever (Axe) e a agência Cubocc, resultando na criação do novo formato “InRead Flow”, que acompanha o usuário enquanto ele desce a timeline e propicia a interação com o criativo durante o scroll.

Diante disso, o executivo que se prepara para ocupar um posto global, revela que o “que mais me estimula na Teads é que ela é uma empresa que incentiva a ultrapassar barreiras e, cada vez mais, fazer disrupções”.

Disrupção como o motor do futuro do marketing

E se o assunto passa a ser o rompimento de barreiras, ninguém melhor que Guga Stocco para falar da velocidade na mudança de comportamento do consumidor. Sinônimo de inovação, o empreendedor é CEO da MoneyEX, co-fundador da Domo e foi Head de Estratégia e Inovação do Banco Original.

Sem “pré-roll” no modo de falar, o também co-fundador da Koolen Venture Capital já dispara que o dinheiro mudou de mão e hoje “o Snapchat vale mais do que a American Airlines, WhatsApp tem mais valor que a BR Foods e o chinês fundador do WeChat matou o dinheiro no Oriente, pois com ele agora até o mendigo usa celular para pedir esmola.”

Confira abaixo um vídeo apresentado pelo consultor que expõe a situação no outrora país comunista: 

“Estamos acostumados com mudanças geracionais demonstradas em décadas, mas agora ela acontece de sete em sete anos. E, com o passar do tempo, será de cinco em cinco anos. Quem não entender a nova velocidade do mundo e que as empresas agora viraram uma plataforma, tem que apertar o botão reset”, aponta o especialista.

Sobre a dificuldade em mudar, Guga também alega que “É tão difícil inovar atualmente, porque criamos uma sociedade em linha de produção que não valoriza pessoas que vão além e não querem ser obrigadas a criarem em linha de produção também. Por isso, a disrupção assusta tanto. Mas ela virá e hoje, das 30 maiores companhias do mundo, 14 já são plataformas”.

Sobre os desafios do mercado

Recentemente, Jorge Paulo Lehman, conhecido por ascender marcas como Ambev, Kraft e Burger King, declarou em um evento sobre inovação que, com tantas mudanças, ele se sente um “Dinossauro Assustado”. Ouvida com surpresa pelo mercado, que não entende como o dono de um império avaliado em 270 bilhões de dólares se sente receoso com o futuro, a afirmação repercutiu no segmento.

Para conversar sobre o panorama que conecta o passado ao futuro, os principais nomes do mercado de marketing digital se reuniram em um painel para discutir os desafios de inovar em empresas tradicionais. Gestores da Johnson & Johnson, McDonald´s, Visa e o criador da RockOn Advisors que cuidava até o mês passado da operação digital do Walmart no Brasil, participaram dessa discussão, expondo os desafios e as soluções que encontraram para inserir a inovação no contexto das empresas.

Sinceros, eles declararam que se esforçam para renovar seus negócios mas, muitas vezes, as estruturas engessadas e o tamanho de suas empresas dificultam. “Há poucos anos o hambúrguer deixou de ser visto como fast food trash para se celebrizar”, apontou Roberto Grypek, Vice-Presidente de Marketing do McDonald´s.

O executivo também declarou que “hoje, nos esforçamos para servir e transformar a companhia em uma empresa data driven, onde nosso maior desafio é usarmos os aprendizados de dados e hábitos de consumo para materializar esse conhecimento na mão do consumidor e cumprir com a nossa missão de servir pessoas.”

Em concordância com o executivo, André Mendes, CEO da Johnson & Johnson, mostrou que a bilionária empresa conhecida pelos seus cremes e itens para bebês, também se renova. “Somos um grupo de saúde que não foca mais em produtos, o nosso valor agregado agora é conectar inteligência global para health care. Para se ter uma ideia, agora vendemos canetas anti-rugas a laser nos Estados Unidos”.

Preocupada também com o aspecto social das entidades financeiras, Taciana Lopes, Diretora de Marketing da Visa fala sobre a Visa Causas, plataforma feita “para retornar os valores das transações para instituições de credibilidade. Essa é uma inovação na proposta de valor da marca, que não quer mais ser vista como uma empresa de cartões de plástico e sim como uma facilitadora de pagamentos”.

Sobre as transformações que ocorrem diante das telas dos celulares, Paulo Silva, ex CEO do Walmart Digital e atual fundador da RockOn Advisors, defende que “os smartphones são as coisas mais poderosas que temos no marketing hoje. E o maior desafio é como conectar a roda da inovação, sendo ela emperrada pelo peso da tradição.”

Para finalizar a tarde de conversas e troca de ideias sobre inovação, Fabricio Proti, Managing Director da Teads Brasil, concluiu: “Veremos no futuro, que há cinco anos estávamos falando sobre inovação e assim continuaremos, pois inovar não termina nunca.”

Mais do que apenas conteúdos falados, o encontro daquela tarde no Fasano Boa Vista foi um registro e a dúvida que ficou para todos ao final do dia foi: onde estaremos daqui 5 anos?

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