UberMeninas ajuda filhas de motoristas a pensarem a tecnologia

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Há três anos a Uber chegou ao País e, desde então, milhões de brasileiros já fazem uso frequente da plataforma para ganhar dinheiro e para se movimentar pelas cidades. Graças à tecnologia, a mobilidade urbana está passando por uma revolução. Quais outras revoluções vão ocorrer nos próximos três anos?

À medida que a tecnologia se torna uma fonte cada vez maior de mudança e de oportunidades de trabalho, os pais precisam preparar seus filhos para essa nova realidade.

Mas o que acontece quando, desde muito pequenas, as meninas ouvem que são boas em redação, enquanto os meninos são bons em contas? Que devem brincar de boneca, enquanto os meninos ralam os joelhos? Como podemos começar a consertar o discurso que, hoje, faz com que só três em cada mil meninas brasileiras decidam estudar ciência da computação?

Foi dessa inquietação que surgiu o UberMeninas, um programa idealizado pela startup e pela plataforma educativa de liderança Força Meninas para, nessas férias de janeiro, convidar cem meninas com 6 a 10 anos de idade a terem contato com noções de autoestima, de liderança e se inspirarem a, quem sabe?, seguir uma carreira na tecnologia no futuro.

"É sabido que, entre o ensino fundamental e o ensino médio, a autoestima das meninas sofre uma queda três vezes maior do que a dos meninos. Isso afeta, em cheio, a escolha da carreira a ser seguida", explica Deborah De Mari, fundadora do Força Meninas. "O que esperamos, com o UberMeninas, é inspirar essas crianças a sonhar alto e dar ferramentas a elas para que sejam capazes de defender suas escolhas no futuro, sejam elas quais forem."

O curso

Todas as meninas convidadas para as atividades são filhas de alguns dos motoristas parceiros mais bem avaliados da plataforma na cidade de São Paulo.

Entre os destaque nas atividades, palestras com Lara Franciulli que, com apenas 17 anos, já foi duas vezes medalhista de ouro na Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) e vencedora do programa os Incríveis Kids (NatGeo); introdução ao pensamento computacional com Déborah D Angelo, empreendedora de 19 anos criadora do aplicativo para deficiente visuais Sonya; e um bate papo sobre youtubers com Valentina Schulz, participante do programa MasterChef Júnior.

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