2013: Um ano violento para a imprensa brasileira

Relatório da ABERT aponta aumento de agressões por conta dos protestos

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) apresentará a partir de hoje (14), na 43ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que acontece no Rio de Janeiro, o Relatório para a Liberdade de Imprensa 2012-2013. O encontro é o principal fórum de discussão do setor sobre o ambiente de liberdade de expressão e do pensamento nas três Américas.

A Abert, que monitora as ameaças a profissionais e veículos de comunicação no país, registra neste ano um total de 136 casos. A menos de três meses para o término do ano, o número de jornalistas assassinados quase alcança o do ano anterior: cinco profissionais perderam a vida em decorrência do exercício de sua profissão. Em 2012, foram seis mortes.

O relatório ainda inclui ataques a sedes de empresas de mídia, atentados e censura prévia, e neste ano tem um capítulo especial dedicado aos casos ocorridos durante as manifestações a partir de junho.

O presidente da ABERT e vice-presidente do Comitê Permanente de Liberdade de Expressão da AIR, Daniel Slaviero, afirma que este é um dos anos mais violentos para a imprensa no país. Segundo ele, as grandes manifestações deste ano demonstraram a insatisfação das pessoas com serviços públicos e com a política em geral.

“Essas manifestações são legítimas e mostram a vitalidade da nossa democracia. Infelizmente, alguns grupos minoritários, incapazes de conviver em um ambiente de liberdade, aproveitaram a mobilização para atacar a imprensa que, justamente, contribui para a denúncia de muitos dos problemas reclamados pela população em geral. É um evidente contrassenso”, avalia Slaviero.

Redação Adnews

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