Os Vingadores, Toy Stoy, O Rei Leão, Star Wars são alguns dos filmes que além de seu sucesso em bilheteria, conta com mais lucro fora das salas dos cinemas. O mundo geek está se tornando um enorme mercado econômico, por ano chega a movimentar mais de R$138 bilhões, e se você acha pouco, espere um pouco mais, e veja a ascensão desse ramo – é esperado um crescimento de 8 a 10%, somente em 2020.

Para que o mercado funcione, é claro que precisamos de super lançamentos, que façam a euforia do público. Produções como as da Disney e Marvel, causam um impacto imenso na sociedade, os faturamentos se tornam exorbitantes, as multidões, se tornam algo normal para qualquer estreia. Poém, o mercado geek não vive só de produções de cinema, e a partir daí, começa a entrar outro ramo em toda essa conversa. Os licenciamentos.

As roupas, coleções, brinquedos, decorações, enfim, são diversas ideias que englobam os produtos licenciados, e que conversam com o universo geek. Para ter uma ideia, se o filme vai bem, as vendas vão bem, agora, se o filme não rende muito, a mesma coisa irá acontecer com os produtos.

Por isso, em entrevista exclusiva para o ADNEWS, Felipe Rossetti, sócio-fundador da Piticas, nos contou um pouco mais sobre esse cenário. “Somente oferecer um produto ou serviço determinado não é mais um diferencial, algumas estratégias são determinantes para criar um vínculo entre marca e consumidor. A Piticas, por exemplo, tem um público voltado para a cultura pop/geek, nosso DNA é geek, então fica mais fácil encontrar o tipo de linguagem para falar diretamente com o nosso consumidor.”

Hoje, ainda há uma discrepância entre os números dos outros países, em relação ao Brasil, o país está em 6° lugar no ranking mundial de licenciamentos de marcas, mas a tendência é caminharmos próximos de líderes. “Ainda caminhamos a passos lentos se compararmos com os números dos Estados Unidos, mas acredito muito que podemos alcançar, já que vem acontecendo uma mudança gradativa e com mais força no comportamento desse consumidor”, comenta Felipe. A realidade ainda é que, enquanto o Brasil fatura cerca de R$18 milhões por ano, segundo a ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento), os Estados Unidos chega aos U$ 150 bilhões.

Além de filmes e séries, um ramo que também vem ajudando o Brasil a construir grandes números no mercado, são os games. Já são mais de 45 milhões de players que ocupam a 4° posição no ranking mundial, segundo o BNDES. E o que isso significa? Significa que os jogadores são uma grande força, já que consomem produtos de seus interesses à vera.

 

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Não demorou muito para o mercado entender que o Brasil tem muita capacidade e demanda para se destacar com o trabalho com as marcas. “Primeiramente, você precisa entender o público a fundo, não adianta falar de A se o mercado está falando de B. Existem diversos estudos focados em entender o perfil do público da marca e entender de que forma a linguagem para conversar com ele deve fluir.”, conclui Rossetti. Estamos em uma mudança de dentro para fora, antes o que não era nem aceito pelas licenciadoras, e não chegava ao público, já está se tornando uma grande aposta para o país.

 

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