A Anatel já divulgou que a tecnologia móvel 5G que promete velocidade de download 10 a 20 vezes mais rápida do que temos hoje, está programada para chegar no Brasil em 2020, algo que já é realidade em países como Estados Unidos e Coreia do Sul.

A Deloitte já mapeia o 5G como a tendência mais importante para a telecomunicação nos próximos cinco anos. Embora ainda esteja em desenvolvimento, essa tecnologia trará consigo grandes e urgentes possibilidades aos negócios e consequentemente, aos profissionais de marketing, principalmente através das plataformas digitais.

Com downloads mais rápidos e uma conectividade de alto nível, comunicações com a nuvem, interfaces com inteligências artificiais e integrações com IoT – internet das coisas, criarão novos pontos de contato com os usuários e o novo ecossistema da mídia digital móvel deverá abraçar toda a jornada de compra dos clientes.

E à medida que houver maior conexão, haverá um alto volume de dados dos usuários. São sinais de consumo que frequentemente são analisados e que geram insights para alcançar melhores resultados em diferentes pilares do negócio. Se por um lado isso é positivo, por outro ainda há a dualidade sobre a maturidade digital das marcas no Brasil.

O uso de informações em prol de maior profundidade na aplicação de estratégias locais, por exemplo, surge como que quase, uma profecia apocalíptica talhada em pedra para aqueles que estão acostumados a um pensamento em massa. O digital é um veículo de massa, claro, mas o segredo do sucesso é compreender e aplicar centenas ou milhares de variáveis personalizadas aos usuários.

Além disso, a atribuição dos investimentos em digital, ainda é um desafio para inúmeras empresas. A “prova de sucesso” ainda tira o sono de muito profissional de marketing com anos de experiência. O marketing local ganha importância ao passo que o consumidor é móvel e está conectado 100% do tempo, mesmo que em stand by. Se as agências de publicidade não irem além da comunicação, buscando uma imersão no negócio dos seus clientes, continuarão entregando estratégias digitais pouco relevantes e muito caras.

A revolução criada pela quinta onda de conexão móvel vai exigir cada vez mais equipes dedicadas a análise do contexto geográfico e social dos consumidores para obter relevância nos canais digitais. Só assim as marcas surfarão essa onda sem cair da prancha.

*Junior Andrade é especialista em estratégias de inovação e novos mercados, e Gerente de Negócios Digitais na ÍONZ, agência digital referência na geração de valor aos negócios.

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