“O melhor está por vir. E quem não aproveitar essa visão otimista não vai para frente”. Essa frase poderia ser de um guru de autoajuda, mas na verdade é de ninguém menos que Walter Longo. Em meio a um cenário mundial turbulento, com alarmes de guerras, aquecimento global e corrupção, o atual presidente do Grupo Abril dá o seu decreto: tudo vai acabar bem.  

Nesta terça-feira (15), o executivo esteve no SAP Forum Brasil para compartilhar suas experiências e opiniões sobre o mundo na era digital. Na ocasião, Longo mostrou-se um grande entusiasta da tecnologia ao afirmar que “subestimamos a capacidade de regeneração da sociedade e da natureza”.

Segundo ele, devemos esperar uma extensão da vida humana graças à tecnologia. “O mundo acabou sempre encontrando uma solução para problemas que pareciam impossíveis”. Para provar sua tese, Longo lembrou que grandes alarmes mundiais – como a doença da vaca louca, bug do milênio, greenhouse e mais recentemente, ebola e a escassez de água no estado de São Paulo – pareciam ter efeitos irreversíveis para a sociedade, mas, em pouco tempo, foram solucionadas e esquecidas. “O mundo vive uma era de abundância e não de escassez”, afirmou.

É claro que nenhum desses quadros seria revertido se não fosse o pessimismo e o alarme em torno deles. “A criação do medo é o vírus da inovação. E a tecnologia é o grande aliado”. Pautada nessas emergências mundiais, Longo listou diversos exemplos de inovações que podem melhorar cenários negativos.

Entre os exemplos está a Modern Medow, uma empresa que produz hambúrguer sem carne idêntico à versão original. O chuveiro Nebia, que, com auxílio do vapor, diminui em 70% o gasto de água mantendo a mesma sensação no banho. E o Tarmac, um concreto permeável que pode transformar zonas de alagamento (veja no vídeo abaixo).

É claro que estes cases ainda estão em fase de estudo ou implantação, mas o objetivo do executivo é mostrar que a tecnologia pode, e vai, revolucionar a humanidade.

Levando em conta esta visão otimista, Longo pergunta: Como é que devemos encarar nossa realidade daqui para frente?

A dica do executivo começa pela efemeridade. “Não espere repetição de fatos passados”. Ou seja, arrisque em mudanças reais, deixando de uma vez por todas as ideias velhas para trás. “Nós vamos ter que mexer em time que está ganhando. Empresa não morre porque erra. Morre porque faz um mesmo ‘certo’ por tempo demais”, enfatizou.

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