O termo influenciador digital ganhou força nos últimos tempos, mas nem sempre as pessoas sabem que existe um mundo de definições entre celebridade e microinfluenciador.

O mercado do marketing de influência é relativamente novo e ainda está evoluindo no Brasil, por isso mesmo é comum existir uma porção de nomenclaturas para cada tipo de influenciador. Apesar disso, é interessante saber que existem tamanhos diferentes e que cada um deles tem um “superpoder” e pode ajudar de uma forma diferente, de acordo com o tipo de campanha que uma marca deseja realizar.

Separamos algumas definições que dividem bem esses diferentes influenciadores e você pode conhecer melhor como cada um atua.

  • Celebridade

Fazem parte dessa lista influenciadores que vêm de outros meios, não necessariamente do digital. São atores e atrizes, cantores e outras celebridades daquelas que reconhecemos na rua e que, de alguma forma, encontraram na Internet uma forma de divulgarem seu trabalho e ficarem mais perto do seu público.

Ao citar influenciadores celebridades, nomes como Neymar, Bruna Marquezine, Marina Ruy Barbosa, e até mesmo personalidades do exterior como Kim Kardashian e Selena Gómez vêm à cabeça.

  • Webcelebridade

O status de celebridade era contemplado apenas por atores e atrizes de Hollywood, ou das telenovelas. Modelos de capa de revista também conquistavam esse patamar, bem como cantores  – como especificado acima. Mas, com o surgimento das mídias sociais e o aumento da relevância que as pessoas que se apresentavam na Internet ganharam ao longo do tempo, também apareceram as celebridades que nasceram no digital (e essa é a principal diferença entre eles e as celebridades priamente ditas).

Nomes como Whindersson Nunes, Camila Coelho e Lala Rudge fazem parte desse grupo. Eles podem até chegar ao patamar de atores, fazendo propagandas e ações fora do mundo virtual, mas sua base permanece no digital.

  • Macroinfluenciadores

Macroinfluenciadores são a ponte entre a celebridade social mídia e o microinfluenciador e, nesse sentido, possuem mais seguidores que microinfluenciadores e, por esse motivo, seu engajamento é menor. Mas eles possuem um alcance maior e podem espalhar a mensagem para uma audiência maior (não necessariamente apenas para um público-alvo específico). 

  • Microinfluenciadores

O corte do número de seguidores para poder estar nessa categoria pode variar muito, e acreditamos que o tamanho não é documento. Na Squid, trabalhamos com perfis de até 100 mil seguidores. É certo que uma ação feita com esse nicho pode sair mais em conta, financeiramente falando, mas a verdade é que se você está ativando microinfluenciadores apenas pelo fato de que você tem um orçamento mais restrito para aplicar em suas campanhas, é hora de repensar sobre o assunto.

O maior poder dos microinfluenciadores – e não cansamos de bater nessa tecla –  é que eles possuem um grau de engajamento muito maior do que macroinfluenciadores, por exemplo. Isso porque microinfluenciadores falam para um nicho específico e, por esse motivo, conseguem ficar mais próximos de sua audiência, engajando mais. Sendo assim, dependendo do tipo de resultado que você quer obter com a sua ação, essa é uma escolha que fará total diferença.

  • Advogados da marca | embaixadores

O que mais chama atenção dos advogados da marca é o fator paixão. Também conhecidos pelo termo “embaixadores da marca” ou brandlovers, eles geralmente são pessoas que já possuíam uma relação com a companhia – chegando até mesmo ao ponto de fazer a propaganda espontânea antes mesmo de ter qualquer relacionamento de negócios com determinada empresa.

Brandlovers, como o próprio nome sugere, são pessoas que amam marcas e, por isso, as recomendam. E, nesse sentido, podemos dizer que são a personificação do laço criado entre marca e consumidor.

É a humanização da comunicação de uma empresa e, mais do que isso, a criação de uma comunidade de fãs que se identifica com proposta e valores de marcas.

Qual influenciador escolher?

Não há uma resposta direta para essa pergunta, porque tudo depende do tipo de estratégia que a sua marca quer aplicar em uma campanha.

Pense na seguinte situação: você escolhe uma celebridade para realizar sua campanha. Vai dar resultado? Sim. Mas o mesmo, por certo, aconteceria se essa mesma ação fosse feita com microinfluenciadores. Apenas os resultados seriam diferentes, porque os públicos e as especialidades de cada perfil possuem características distintas.

Sendo assim, perfis de celebridades, por exemplo, são ótimos para pulverizar uma mensagem, porque eles possuem um alcance alto por conta do seu elevado número de seguidores.

Microinfluenciadores, por sua vez, são perfeitos para estratégias de comunicação digital segmentadas, por exemplo. Isso porque eles possuem um relacionamento mais próximo com seu público – mais ainda do que macroinfluenciadores -, e por isso atingem nichos específicos.

Para brand awareness, ou seja, se você quer gerar um reconhecimento de marca, perfis com maior alcance (e não necessariamente maior taxa de engajamento) podem servir para esse propósito. Brandlovers também são ótimos para divulgar marcas específicas e criar a identificação que o público tanto gosta (e que uma empresa tanto quer), porque esse tipo de perfil geralmente são de pessoas que já gostam e recomendam uma determinada marca gratuitamente.

Criação em conjunto

Agora que apresentamos um pouco mais do que cada tipo de influenciador pode fazer pela sua campanha, é importante ressaltar também que influenciadores não são mídia, são pessoas.

Por isso mesmo é que o marketing de influência não é uma ciência exata, ela deve ser trabalhada com todas as nuances que se pode incluir em uma campanha.

E um dos pontos mais importantes que agências e marcas devem levar em consideração quando se trata de contratar influenciadores para realizar uma ação é: deixem criadores de conteúdo criarem. Eles conhecem o público que os segue melhor do que ninguém e podem produzir conteúdos que se encaixam com o que eles fazem e acreditam. De nada adianta convidar um influenciador, de qualquer dessas classificações, e pagá-lo para que ele diga ou mostre o que você bem quiser. A ideia é exatamente explorar toda a arte da autenticidade a favor da marca.

As melhores campanhas de marketing são orgânicas. Elas são identificadas com hashtags específicas para sinalizar que é uma publicidade paga, por uma questão ética, mas elas têm cara de posts comuns, que o influenciador faria normalmente.

O segredo para trazer o equilíbrio e alcançar o resultado esperado (ou quem sabe até mesmo inesperado, mas positivo) chama-se cocriação. Como o próprio nome diz, cocriar não é anular alguma das partes, mas sim fazer com que os dois lados criem em prol do público-alvo. Ou seja, a marca tem a sua ideia inicial atendida de forma que o influenciador possa transmiti-la do seu próprio jeito, com a sua marca.

O infográfico abaixo mostra características de cada perfil de influenciador e a sua relação entre quantidade de seguidores e taxa de engajamento: 

Native Ads escrito por Felipe Oliva, CEO da Squid

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